Votação do acordo Mercosul-UE é adiada na Representação Brasileira no Parlasul

Um pedido de vista adiou, nesta quarta-feira (10), a votação do Acordo Comercial Mercosul-União Europeia pela Representação Brasileira no Parlasul (MSC 93/2026).

O relator, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que o acordo vai incrementar o comércio entre regiões que reúnem um PIB de US$ 22,4 trilhões.

Mas a senadora Tereza Cristina (PP-MS) alertou que será preciso vencer as salvaguardas exigidas pelos europeus para que o acordo se torne interessante para o agronegócio brasileiro.

Cenário

A análise do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pelo Congresso teve início  inicialmente no colegiado formado pelos 10 senadores e 27 deputados federais que integram a representação brasileira no Parlasul.

O relatório destaca que o acordo cria uma ampla área de livre comércio, com redução gradual de tarifas, proteção a setores sensíveis e mecanismos de solução de controvérsias.

Autor do relatório, o deputado Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo, disse que o tratado é estratégico; fruto de mais de 20 anos de negociações; e pode trazer ganhos de competitividade, inovação e fortalecimento da nossa economia.

Para a senadora Tereza Cristina, do Progressistas de Mato Grosso do Sul, o acordo ainda é pouco atrativo para o agro brasileiro diante das salvaguardas exigidas pelos europeus; mas ela disse acreditar que, a médio prazo, o nosso setor agrícola vai comprovar que as narrativas que questionam a sua sustentabilidade não são verdadeiras.

Fonte: www12.senado.leg.br

Crédito da imagem: Thainá Salviato / Rádio Senado (com auxílio de IA)