Reconhecendo o seu papel de líder em matéria de formação, inovação e investigação, a Universidade do Porto (UP), fundada a 22 de março de 1911, assinalou 115 anos de uma voz que quer ser, cada vez mais, parte das soluções concretas para o país, para a região e para o mundo.
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, marcou presença na cerimónia, na Reitoria, realizada nesta segunda-feira (23) que contou também com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Depois de oito anos no cargo, este foi o último aniversário da UP em que António de Sousa Pereira participou enquanto reitor.
Em dia de celebração, o responsável destacou um trabalho feito para “consolidar a Universidade do Porto como a melhor instituição de ensino superior em Portugal” em matéria de captação de talento, formação de excelência, promoção da inovação e liderança na investigação.
Nas palavras do reitor, “à universidade cabe a essencial função de manter acesa a chama do saber, persistir em nutrir e irradiar reflexão, pensamento crítico, cidadania, cultura, debate democrático e conhecimento científico enquanto resposta e contraponto de inteligência aos desafios contemporâneos da ditadura algorítmica ao autoritarismo, da falsificação sistemática à erosão do Estado de direito e do fundamental humanismo”.
Para tal, reconhece António de Sousa Pereira, a instituição “tem de ser continuamente capaz de se repensar e de reequacionar o papel e o serviço que presta à comunidade. A qualificação foi a maior transformação estrutural nos últimos 40 anos e isso muito se deve ao papel determinante das universidades”, declarou.
Considerando a Universidade do Porto como “uma referência incontornável no espaço europeu”, António Costa enalteceu como a instituição se “afirmou, de forma exemplar, como universidade aberta à sociedade, às empresas, às instituições, às forças vivas da região e ao país”.
O presidente do Conselho Europeu reconheceu na UP o seu “compromisso com o desenvolvimento económico, social e científico”, refletido em matérias de “educação e formação, investigação científica, inovação e empreendedorismo, mas também na cultura e na projeção do conhecimento produzido”.
Numa intervenção em torno da necessidade de uma Europa unida, com vista à segurança e à prosperidade, António Costa afirmou que a “qualificação foi a maior transformação estrutural nos últimos 40 anos, desde que o país aderiu à Comunidade Económica Europeia, e isso muito se deve ao papel determinante das universidades”.
“A UP deve liderar os grandes debates regionais e contribuir para soluções concretas para o desenvolvimento do país”, afirmou.
Em representação dos estudantes, o presidente da Federação Académica do Porto (FAP) considera que estes “carregam o prestígio de uma casa que teimosamente contribui para um dos maiores sucessos da democracia portuguesa: o combate à iliteracia e à falta de oportunidades”.
Perante a questão “que universidade queremos ser?”, Francisco Porto Fernandes responde “uma universidade que pensa, que lidera, que transforma”. Para o líder da FAP, a UP “deve liderar os grandes debates regionais: na mobilidade, na sustentabilidade, na habitação, na democracia, na tecnologia, na economia, saúde, coesão social. Deve contribuir para soluções concretas para o desenvolvimento do país”.
Contra uma política centralista, que absorve também o talento, e certo de que “ao Porto cabe, não apenas compreender o presente, mas moldar o futuro”, Francisco Porto Fernandes lembrou as palavras de Pedro Duarte, aquando da receção do Presidente da República, António José Seguro, nos Paços do Concelho:
“É hora de somar a voz da Academia, a voz da Universidade, à da cidade e da região e fazer frente a esta hiperconcentração castradora”.
Fonte: www.porto.pt
Crédito da imagem: Andreia Merca