Turismo. Proveitos totais sobem 4,6%, para 1,1 mil milhões em agosto

Os proveitos totais do turismo atingiram os 1,1 mil milhões de euros em agosto, o que significou um crescimento de 4,6% em relação ao período homólogo do ano anterior (+4,5% face a julho).

O mesmo aumento percentual verificou-se nos proveitos de aposento, para um total de 846,6 milhões de euros (+4,6% face a julho), de acordo com a estimativa rápida dos dados do setor divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira, 30 de setembro.

A região do Algarve concentrou a maior parcela dos proveitos (36,3% dos proveitos totais e 36,4% dos proveitos de aposento). Seguiram-se a Grande Lisboa (18,6% e 19,0%, pela mesma ordem) e o Norte (14,4% e 14,6%, respetivamente).

Os maiores crescimentos foram observados na Região Autónoma da Madeira (+11,6% nos proveitos totais e +11,5% nos de aposento) e no Alentejo (+10,6% e +10,4%, pela mesma ordem). A Grande Lisboa foi, uma vez mais, a única região a apresentar decréscimos (-1,6% nos proveitos totais e -1,9% nos de aposento).

O mês de agosto registou 3,9 milhões de hóspedes e 10,9 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos homólogos de 1,9% e 1,7%, respetivamente (+0,8% e +1,8% em julho, pela mesma ordem). As dormidas de residentes atingiram 3,9 milhões, refletindo um crescimento de 1,5%, inferior ao observado em julho (+4,1%).

Por sua vez, as dormidas de não residentes ascenderam a 7 milhões e aumentaram 1,9%, acelerando face ao mês anterior (+0,8%).

Os dez principais mercados emissores concentraram 79,2% do total de dormidas de não residentes. O mercado britânico manteve-se como principal mercado emissor, com uma quota de 17,1%, e registou um crescimento de 3,4% (+2,4% em julho).

Espanha foi o segundo principal mercado emissor, representando 15,6% do total das dormidas de não residentes, e registou um aumento 5,0% (+2,0% em julho). Seguiu-se o mercado francês, com uma quota de 10,1%, que manteve a trajetória de decréscimo (-7,6%; -5,1% em julho).

Entre os dez principais mercados emissores, destacaram-se os mercados polaco e canadiano, com os maiores crescimentos (+11,7% e +11,2%, respetivamente). Para além do mercado francês, apenas o mercado dos Países Baixos registou também uma diminuição (-1,1%).

Por regiões os maiores aumentos das dormidas registaram-se no Norte (+4,5%) e no Alentejo (+2,6%). A Região Autónoma dos Açores foi a única a apresentar um decréscimo (-1,7%). O Algarve (30,1% do total), a Grande isboa (19,3%) e o Norte (18,2%) concentraram, em conjunto, 67,5% do total de dormidas.

Entre as dormidas de residentes, os maiores crescimentos ocorreram na Grande Lisboa (+4,0%), na Região Autónoma da Madeira (+2,6%) e no Centro (+2,5%). A Região Autónoma dos Açores foi a única a registar um decréscimo (-6,8%).

Relativamente às dormidas de não residentes, a evolução foi maioritariamente positiva nas diferentes regiões. O Norte registou o maior crescimento (+6,3%), seguido do Alentejo (+5,8%). Em sentido contrário, verificaram-se ligeiros decréscimos no Oeste e Vale do Tejo (-0,4%), na Região Autónoma dos Açores (-0,2%) e no Centro (-0,1%).

O município de Lisboa concentrou 15,1% do total das dormidas, com 1,6 milhões (+1,1%). As dormidas de residentes diminuíram 4%, enquanto as de não residentes aumentaram 1,8%. Lisboa concentrou ainda 20,5% do total de dormidas de não residentes.

Por sua vez, Albufeira foi o segundo município com maior número de dormidas, totalizando 1,2 milhões (11,2% do total) e registou um crescimento de 2,6%. Esta evolução foi sustentada pelas dormidas de não residentes (+4,5%), tendo as de residentes recuado 1,4%. O município concentrou 12% do total de dormidas de não residentes em agosto.

Já o município do Porto ocupou a terceira posição, com 761,9 mil dormidas (7% do total), registando um crescimento de 3,6%, o mais elevado entre os dez principais municípios pelo segundo mês consecutivo. Esta evolução resultou do aumento das dormidas de não residentes (+4,2%), enquanto as de residentes registaram um ligeiro decréscimo (-0,5%).

Entre os dez principais municípios, o maior decréscimo das dormidas ocorreu em Portimão (-3,2%), que representou 4,2% do total. Esta evolução reflete as diminuições nas dormidas de residentes (-3,4%) e de não residentes (-3,1%).

Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal