O Turismo de Portugal apresentou esta quinta-feira (26), durante a Bola de Turismo de Lisboa, as linhas estratégicas da Agenda para a Ação Climática no Turismo para 2030, que passam, nomeadamente, por atingir a neutralidade carbónica no setor turístico, através de um modelo de desenvolvimento regenerativo e competitivo, com vista a criar destinos mais resilientes e preparados.
Numa conferência, que o Publituris dará destaque numa das suas próximas edições, o Turismo de Portugal, reuniu, na BTL, representantes do setor, entidades públicas e privadas e outros parceiros relevantes, num momento de partilha e mobilização em torno da transição climática no turismo.
O presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, abriu a sessão, seguindo-se uma intervenção (via online) de Elisa Catania, gestora de projetos de sustentabilidade na ETC, enquanto Leonor Picão, diretora coordenadora da Direção de Recursos e Ofertas do Turismo de Portugal, explanou sobre a visão, pilares e prioridades desta Agenda para a Ação Climática no Turismo 2030.
Helena Freitas, professora e investigadora da Universidade de Coimbra falou sobre biodiversidade e ação climática, para finalmente, numa mesa-redonda sobre compromissos, parceiros e impactos que vão ajudar a implementar este desiderato do Turismo de Portugal, estiveram Júlia Seixas, pró-reitora da Universidade Nova de Lisboa, Maria João Calha, diretora da Área de Sustentabilidade da TAP, Jorge Cristino, partner da GET2C, e Pedro Baptista, chefe de Unidade de Adaptação e Financiamento Climático da Agência para o Clima.
Alinhados com o pensamento estratégico para o futuro do turismo, os princípios orientadores apresentados pretendem conseguir mais do que uma adaptação do setor, antes visam uma verdadeira transformação para fazer da sustentabilidade uma vantagem competitiva.
Para acompanhar os progressos em cada um dos objetivos estabelecidos vai ser criado um Grupo de Acompanhamento da Ação Climática.
Além da descarbonização da atividade turística e da redução das emissões ao longo da cadeia de valor, esta estratégia tem em vista promover a eficiência energética e energias renováveis, gerir recursos de forma eficiente e circular, regenerar ecossistemas e proteger a biodiversidade, valorizando o capital natural.
Pretende-se ainda reforçar a competitividade e reputação internacional, a adaptação e a gestão de riscos e integrar critérios climáticos no planeamento territorial, assim como desenvolver mecanismos de resposta a fenómenos extremos.
O sucesso desta missão vai permitir posicionar o turismo como agente ativo na mitigação das alterações climáticas, através da redução das emissões de gases com efeito de estufa, do uso eficiente dos recursos, da proteção da biodiversidade e da valorização dos ativos naturais e culturais, promovendo destinos mais preparados, inclusivos e competitivos a longo prazo.
A transição climática, segundo o presidente do Turismo de Portugal, deve ser encarado como “um desafio incontornável, mas também uma oportunidade para reforçar a competitividade e a resiliência do turismo nacional”, reforçando que, com a Agenda para a Ação Climática no Turismo 2030, “pretendemos mobilizar todo o setor para uma ação concertada, capaz de gerar impacto real nos territórios e nas empresas, alinhando sustentabilidade, inovação e criação de valor”.
Refira-se que a Agenda para a Ação Climática no Turismo 2030 visa apoiar o setor na redução da sua pegada ambiental e acelerar a transição para um modelo de desenvolvimento mais sustentável, resiliente e competitivo.
O processo de construção assenta numa abordagem colaborativa, envolvendo empresas, associações, entidades do sistema científico e tecnológico e organismos públicos, de forma a garantir soluções ajustadas às necessidades e realidades do setor.
Fonte e crédito da imagem: www.publituris.pt