Os grupos hoteleiros portugueses estão a mobilizar-se para receber a população, mas também trabalhadores que estão a ser afetados pelas tempestades que têm assolado o país nas últimas semanas.
A iniciativa lançada na terça-feira pelo Turismo de Portugal, através do programa ‘Turismo Acolhe’, já conta com a adesão de 318 unidades de alojamento em 30 concelhos, das quais 208 disponibilizadas por 24 empreendimentos turísticos e 110 unidades disponibilizadas por 24 Alojamento Local (AL).
“Sabemos que já há grupos hoteleiros que estão a participar neste programa para disponibilizar camas numa primeira fase para a população, que ficou sem as suas casas”, referiu Luís Pedro Martins, presidente da Entidade Regional do Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP) em declarações à imprensa à margem do congresso da Associação de Hotelaria de Portugal, que decorre até sexta-feira, na Alfândega do Porto.
Numa segunda fase, este programa irá abrir a possibilidade a trabalhadores que tenham de permanecer nas regiões afetadas.
“Se não há casas para os residentes, muito menos haverá para os trabalhadores que iremos ter que ter na recuperação de todas as estradas e edifícios”, afirmou.
Um sentimento que é partilhado pela AHP. “Trata-se no fundo, de convocar as unidades hoteleiras, nomeadamente nas regiões que foram mais impactadas pelos efeitos das tempestades”, salientou Bernardo Trindade, presidente da AHP.
Por sua vez, Cristina Siza Vieira, vice-presidente da associação adiantou que já está a ser feito um levantamento junto dos associados com três pontos.
“O primeiro para nos darem o diagnóstico. Qual o tipo de danos que tinham? O segundo as pessoas que já estão a acolher e o terceiro para mostrarem a sua disponibilidade”, realçou.
De resto, adiantou que muito antes deste programa, já a hotelaria nas zonas afectadas estava a acolher primeiramente os seus trabalhadores, que tinham ficado desalojados e as suas famílias.
“Por exemplo, equipas da Cruz Vermelha já estão alojadas na região de Fátima, voluntariamente.
O programa tem uma comparticipação financeira do Turismo de Portugal, a um preço máximo tabelado de 60 euros ou se for superior tem de estar 10% abaixo da Best Available Rate.
“O grupo Vila Galé, a Luna e Pestana já tinham manifestado interesse. Sei que um ou outro grupo nas Caldas da Rainha também estaria disponível, mas já com muita ocupação”, concluiu.
Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal