A taxa de esforço mantém-se como um dos principais indicadores usados para avaliar a capacidade financeira das famílias antes de contratar crédito, sobretudo no segmento da habitação.
O Banco de Portugal enquadra este rácio no conjunto das medidas macroprudenciais aplicadas aos novos empréstimos e define-o, na prática, como a relação entre o total das prestações mensais associadas aos empréstimos e o rendimento mensal líquido do mutuário.
Segundo o regulador, estas regras procuram promover critérios prudentes na concessão de crédito, reforçar a resiliência do sistema financeiro e reduzir o risco de incumprimento por parte dos consumidores.
Numa intervenção pública de 2024, a administradora Francisca Guedes de Oliveira recordou ainda que, no crédito à habitação, é recomendado que a taxa de esforço não ultrapasse os 50% do rendimento.
Na prática, quanto maior for este indicador, menor é a folga do orçamento familiar para acomodar subidas de juros, despesas inesperadas ou quebras de rendimento.
Por isso, especialistas em finanças pessoais recomendam que as famílias façam contas antes de avançarem para um novo empréstimo, especialmente num contexto em que a prestação da casa continua a pesar no orçamento mensal.
Para quem quiser medir o impacto real dos encargos no orçamento, existe uma ferramenta online que ajuda a calcular esse peso de forma imediata: calculadora da taxa de esforço.
De acordo com a própria página, o simulador permite perceber qual é o peso das despesas mensais face aos rendimentos do agregado familiar.
Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal