Portugal consolidou a sua posição como um dos líderes europeus na transição energética durante o primeiro trimestre de 2026 de acordo com os dados do mais recente Boletim de Eletricidade Renovável da APREN (Associação Portuguesa de Energias Renováveis).
Segundo a APREN as fontes limpas foram responsáveis por 78,5% da eletricidade gerada no país entre janeiro e março, colocando Portugal no “top 3” europeu, apenas atrás da Noruega e da Dinamarca.
Este desempenho reflete-se na autonomia do sistema, já que ao longo do trimestre, registaram-se 571 horas (o equivalente a 23 dias completos) em que a produção renovável foi suficiente para suprir a totalidade do consumo elétrico nacional.
Este cenário teve um impacto direto na economia, permitindo uma poupança de 239 milhões de euros em importações de gás natural e evitando gastos de 166 milhões de euros em licenças de emissão de CO₂.
No que toca aos custos para o consumidor, a forte incorporação destas fontes manteve os preços em Portugal entre os mais baixos da Europa.
O preço médio no mercado ibérico (MIBEL) fixou-se nos 41,9 euros/MWh [megawatts por hora], um valor significativamente inferior à média de outros mercados europeus, que chegaram a ultrapassar os 90 euros/MWh no mesmo período.
O mês de março, especificamente, manteve a tendência de sustentabilidade com um peso renovável de 77,2%. Devido às condições típicas de inverno, a energia hídrica foi a principal protagonista, assegurando 37,1% da produção, seguida pela eólica com 25,9%.
O crescimento do setor é também visível na infraestrutura já que a capacidade renovável instalada em Portugal já representa 79,1% do total nacional, com um destaque crescente para a energia solar fotovoltaica descentralizada.
Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal