Os proveitos totais do turismo atingiram os 299,4 milhões de euros em fevereiro, o que significou um aumento homólogo de 4,3%.
Por sua vez, os proveitos de aposento ascenderam a 216,7 milhões de euros, num crescimento de 4%. Contudo, ambos os segmentos apresentaram uma desaceleração face ao mês de janeiro (5,4%), segundo os dados da atividade turística divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta terça-feira (31).
A Grande Lisboa concentrou a maior fatia dos proveitos (33,7% dos proveitos totais e 35,3% dos proveitos de aposento), seguida da Região Autónoma da Madeira (18,5% e 18,0%, pela mesma ordem) e do Norte (16,0% e 16,3%, respetivamente).
Os maiores aumentos verificaram-se na Região Autónoma da Madeira (+12,7% nos proveitos totais e +11,3% nos de aposento) e no
Alentejo (+6,4% e +8,7%, respetivamente).
No mês em análise, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu os 39,7 euros, refletindo um crescimento de 0,2% (+1,6% em janeiro), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 89,6 euros (+2,5%, após +2,7% em janeiro).
O RevPAR mais elevado observou-se na Região Autónoma da Madeira (76,6 euros), seguida da Grande Lisboa (62,7 euros). Os maiores crescimentos registaram-se no Alentejo (+6,9%) e na Região Autónoma da Madeira (+6,3%), enquanto o maior decréscimo ocorreu na Península de Setúbal (-3,7%).
Já os valores mais elevados de ADR foram observados na Região Autónoma da Madeira (109,6 euros) e na Grande Lisboa (109,1 euros), com a Região Autónoma da Madeira a registar o maior crescimento deste mês (+10,7%).
No que ao alojamento diz respeito, o mês de fevereiro observou 1,8 milhões de hóspedes e 4,2 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos homólogos de 0,8% e 1,3%, respetivamente, mas dando sinais de desaceleração face a janeiro, (+3,7% e +2,0%, pela mesma ordem).
As dormidas de residentes atingiram 1,4 milhões, refletindo um crescimento de 3,2%, inferior ao observado em janeiro (+4,2%).
As dormidas de não residentes ascenderam a 2,8 milhões, com um aumento de 0,4%, também abaixo do registado no mês anterior (+0,8%), resultados que segundo o INE, poderão ter sido influenciados pelo efeito do Carnaval e pelas condições meteorológicas adversas registadas nos meses de janeiro e fevereiro.
Os dez principais mercados emissores representaram 71,6% do total de dormidas de não residentes. O mercado britânico manteve a liderança, com uma quota de 15,8% do total, embora tenha prolongado a trajetória de decréscimo dos meses anteriores (-4,1%, após -3,2% em janeiro).
O mercado alemão foi o segundo principal mercado emissor (11,4% do total), mantendo a trajetória de crescimento, com um aumento de 1,4% (+1,5% em janeiro).
Seguiu-se o mercado espanhol, na terceira posição (7,8% do total), que registou um decréscimo (-4,4%), após o crescimento observado no mês anterior (+1,8%). Entre os dez principais mercados, o brasileiro destacou-se com o maior aumento (+29,6%), seguido do canadiano (+13,4%). maior decréscimo observou-se no mercado francês (-16,7%).
Os maiores aumentos no número de dormidas registaram-se no Alentejo (+4,2%) e no Norte (+3,4%). Em sentido contrário, a Região Autónoma dos Açores e o Centro apresentaram os decréscimos mais acentuados (-3,4% e -1,9%, respetivamente).
A Grande Lisboa (28,3%), o Algarve e o Norte (18,4% em ambas) concentraram a maior proporção de dormidas (65,1% no seu conjunto).
As dormidas de residentes cresceram, sobretudo, na Grande Lisboa (+8,1%) e no este e Vale do Tejo (+7,7%), enquanto as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores registaram os maiores decréscimos (-2,0% e -1,7%, respetivamente).
Relativamente às dormidas de não residentes, o maior aumento ocorreu no Alentejo (+5,2%), enquanto os maiores decréscimos se observaram no este e Vale do Tejo (-8,2%) e na Região Autónoma dos Açores (-5,6%).
Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal