O presidente da Câmara fez um balanço positivo da atividade do Município nos últimos três meses. Foi durante a Assembleia Municipal que Pedro Duarte assumiu, perante os deputados, que a cidade está “mais atrativa”, em várias áreas, como sejam os casos da mobilidade, da atração económica e da qualidade de vida.
Na mobilidade, o presidente da Câmara referiu na reunião realizada esta segunda-feira (28) sobre o projeto dos transportes públicos gratuitos, para afirmar que “o balanço é muito positivo”. “E não estamos a sentir alguns problemas, que alguns antecipavam, de pressão excessiva e problemas de funcionamento”, disse.
Pedro Duarte revelou também aos deputados municipais, tal como já tinha feito perante os funcionários da Câmara, no fecho da Semana do Trabalhador, que a medida vai estender-se, nos próximos tempos, a todo o universo municipal. Ou seja, todos os trabalhadores do Município, residentes fora do concelho do Porto, vão passar a ter também acesso ao Cartão Porto. e aos seus benefícios, nomeadamente em termos de transportes gratuitos metropolitanos.
Sobre a proibição de circulação de pesados na Via de Cintura Interna (VCI) adiantou que, “tirando alguns camionistas e algumas empresas, que, naturalmente, não gostam, toda a gente saúda, vivamente, esta medida”. “De facto, quem circula na VCI sente alguma diferença, sente que o fluxo é mais fácil e há uma maior segurança rodoviária”, sublinhou.

Como tem repetido, por diversas ocasiões, Pedro Duarte assume que “esta não é uma medida que vai resolver o problema estrutural do trânsito na VCI. É possível que, a prazo, esta melhoria do trânsito seja revertida porque poderá haver uma lógica de substituição dos camiões por mais automóveis”.
Por outro lado, sublinhou que o “Distrito Económico e Empresarial do Porto”, projeto anunciado em maio, numa conferência de imprensa conjunta, na Casa do Roseiral, com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, está a avançar.
“Estamos a tentar encontrar um parceiro, a nível de uma escola de negócios, que nos ajude e auxilie na montagem de um desenho do projeto, conjuntamente com personalidades que ajudaram, no início, o nosso querido engenheiro Nuno Cardoso. Passará por um concurso internacional, que preveja a componente económica. Terá uma lógica de regeneração urbana, mas queremos que seja um centro económico de dinamização da zona”, adiantou, revelando ainda que a iniciativa será liderada pelo professor Álvaro Nascimento.
Já sobre o Centro Histórico, e após o trabalho desenvolvido, durante o verão, por um grupo de trabalho, o autarca portuense frisou que já há um plano, “em conjugação com todos os parceiros, desde logo com a União de Freguesias, para podermos revalorizá-lo e prepará-lo para o futuro”.
Quanto aos projetos de segurança e coesão social, e relativamente à limpeza de um terreno debaixo do Viaduto de Grijó, Pedro Duarte foi taxativo: “O que ali se passou enche-me de orgulho. Tiramos as pessoas dali depois de abrir o centro de pernoita”.
“O que estamos a fazer [no centro de pernoita] é uma medida experimental. Estamos a inovar”, afirmou, elogiando, neste como em outros setores, o trabalho desenvolvido também pelas juntas e uniões de freguesia.

Na fase de discussão, o PS, pela voz do deputado Miguel Arcos, congratulou o Executivo por algumas iniciativas levadas a cabo durante os últimos meses, ainda que questione se existiu alguma resposta integrada, por exemplo, para as pessoas sem-abrigo.
José Maria Montenegro, do CDS-PP, realçou que, perante as críticas da oposição, o melhor era não fazer nada.
Para a IL, através da deputada Joana Sousa, há uma visão definida por parte do atual Executivo para o futuro da cidade.
Carlos Graça, do Chega, questionou o presidente da Câmara sobre o futuro do Museu da Convergência, a instalar no antigo Matadouro, e os milhões do erário público que ali se vão gastar.
Já Diamantino Raposinho, do Livre, defendeu que, para diminuir o peso do turismo na economia local, terá de se deixar de investir no setor.

Pelo movimento independente “Filipe Araújo – Fazer à Porto”, Raúl Almeida congratulou-se com a vinda da sede da Ocean Race para a cidade, bem como a solução encontrada para a VCI, ainda que, no futuro, possa passar pela instalação de portagens naquela via.
Francisco Calheiros, da CDU, mostrou preocupação pelo que se passou com a limpeza no Viaduto de Grijó e a falta de resposta municipal às questões habitacionais.
Já Susana Constante Pereira, do BE, abordou o aumento do custo de vida e acesso à habitação versus os milhões anunciados para a instalação da sede da Ocean Race, no Porto.
A sessão da Assembleia Municipal está disponível no YouTube da Câmara do Porto.
Fonte: www.porto.pt
Crédito da imagem: João Pedro Rocha