Presidenciais: Luís Montenegro recusa indicação de voto para a segunda volta

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, destacou a forma horada e empenhada como Marques Mendes se colocou à disposição e aceitando o veredicto dos portugueses.

“Aceitamos a escolha com humildade democrática. Não daremos nenhuma indicação de voto. Faremos aquilo que é a vontade dos portugueses”, disse o primeiro-ministro em declarações à imprensa na noite deste domingo (18).

Para justificar, Montenegro sublinhou que Seguro “representa o espaço político à esquerda do PSD”, e André Ventura, “que representa o espaço político à direita do PSD”.

“Na decorrência do que estou a dizer, a conclusão que o PSD tira é que o seu espaço político não estará representado na segunda volta”, acrescentou.

Montenegro afirmou ainda que os portugueses deram uma inequívoca prova de tolerância democrática e que o PSD, que “estará a governar Portugal, não estará envolvido na campanha presidencial”. “Aceitamos com tolerância democrática. Não ficámos satisfeitos”, acrescentou.

“A democracia é isto”, acrescentou Montenegro, sublinhando que os portugueses fazem uma “distinção” entre as opções em cada eleição. “Os portugueses escolheram-nos para governar e vamos continuar a governar.”

Mais tarde, o líder do PSD deslocou-se ao hotel onde o candidato presidencial apoiado pelos sociais-democratas e CDS-PP, Luís Marques Mendes, acompanhou a noite eleitoral, para lhe “dar um abraço”.

Montenegro chegou pelas 21h50, acompanhado por Leonor Beleza, primeira vice-presidente do PSD e presidente da comissão de honra da candidatura de Luís Marques Mendes.

Poucos minutos depois, chegaram também o secretário-geral do PSD, Hugo Soares, e os ministros António Leitão Amaro, Paulo Rangel e Miguel Pinto Luz.

Fonte: O Jornal Económico / Portugal

Crédito da imagem: João Relvas / Lusa08