Analisados os resultados apresentados pela 2.ª vaga de um estudo de mercado quantitativo online, com o objetivo de monitorizar o sentimento de viagem em relação a Portugal, a intenção de viagem para o Sul da Europa, em 2026, atinge 70%, com o nosso país a ocupar o quarto lugar como destino turístico.
Ouvidos viajantes em 10 mercados emissores-chave para Portugal – EUA, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Canadá, Países Baixos, Brasil, Itália, Espanha e França – Portugal mantém uma posição relevante entre os destinos considerados para viagens ao Sul da Europa em 2026, com 32% dos inquiridos a manifestarem intenção de visitar o país na primavera, de acordo com a 2.ª vaga do Estudo de Análise de Sentimento aos Visitantes a Portugal, realizado pela MINDHAUS para o Turismo de Portugal.

O estudo, realizado em 10 mercados emissores e baseado em 6.680 respostas, atualiza os resultados da 1.ª vaga, que tinha identificado Portugal como o 3.º destino mais procurado (30%) entre julho de 2025 e junho de 2026, passando agora a ocupar a 4.ª posição entre Itália, Espanha, França e Grécia.

No contexto global, 70% dos inquiridos planeiam viajar para o Sul da Europa em 2026, um valor ligeiramente inferior ao observado na 1.ª vaga (74%). As escolhas mais referidas continuam a ser Itália, Espanha, França e Grécia, mantendo‑se a forte procura internacional pela região. Os principais critérios de escolha de um destino mantêm grande estabilidade: segurança (16%), preços e pacotes atrativos (16%), acolhimento das populações locais (15%) e cultura e natureza únicas (14%), alinhando‑se com os resultados anteriores.

Sol e praia já não lidera
Quanto ao tipo de viagem de lazer em Portugal, destacam‑se cultura e património (19%), sol e praia (18%) e natureza e ar livre (13%), uma configuração próxima da 1.ª vaga, onde cultura e património representavam 20%, sol e praia 18% e natureza e ar livre 14%.
As preferências continuam a variar por mercado, com brasileiros a valorizar experiências gastronómicas, britânicos e espanhóis a privilegiarem sol e praia e faixas etárias mais jovens a combinar natureza, praia e city breaks, enquanto os viajantes com mais de 55 anos mantêm um maior interesse por cultura e património.

No planeamento das viagens a Portugal, mantém‑se a predominância das reservas independentes, agora com 55% dos inquiridos a reservar transporte e alojamento separadamente, face aos 57% registados na 1.ª vaga e a utilização de ferramentas de inteligência artificial cresce, sobretudo entre viajantes com estadias mais longas.

Os pacotes de transporte e alojamento representam 26% (face a 25% anteriormente) e os pacotes tudo incluído mantêm‑se nos 18%.
Apesar de 33% dos viajantes já terem efetuado pelo menos uma reserva, a proporção de viajantes sem planos concretos aumentou de 61% na 1.ª vaga para 67% na 2.ª, um acréscimo de 6 pontos percentuais, revelando maior incerteza na fase de preparação da viagem.

Relativamente à duração da estadia, observa‑se um reforço das viagens mais longas: 57% dos visitantes planeiam viagens superiores a 7 noites, contrastando com a distribuição da 1.ª vaga, em que 36% planeavam viagens de 4 a 6 noites, 30% entre 7 e 9 noites e 25% mais de 10 noites.
O orçamento mantém‑se relativamente estável, com o intervalo entre 1.500€ e 2.000€ a ser o mais frequente (22% na segunda vaga face a 20% na primeira). Regista‑se, porém, uma redução na intenção de gastar mais de 2.000€, com uma diminuição de 4 pontos percentuais face aos valores anteriormente observados.

A perceção de sustentabilidade permanece elevada nas duas vagas do estudo. Tal como na 1.ª vaga onde 78% dos inquiridos consideravam que os produtos e serviços turísticos portugueses respeitavam o ambiente e tinham impacto positivo e 80% reconheciam o respeito pelas comunidades locais, mais de 75% dos participantes da 2.ª vaga continuam a atribuir ao turismo em Portugal efeitos positivos ao nível económico, comunitário e ambiental.
