Portugal e Marrocos voltam a lançar autoestrada de energia

Portugal vai procurar obter fundos europeus para a autoestrada de eletricidade com Marrocos.

E também vai abrir uma manifestação de interesse para atestar o apetite de empresas privadas pelo projeto.

O objetivo é a partilha de risco, num projeto que já foi avaliado em 650 milhões de euros em 2018, mas cujo valor já deverá estar desatualizado.

O Jornal Económico já tinha revelado em maio de 2025 que já tinham havido “contactos preliminares” entre os dois países para o relançamento do projeto.

A ideia é transportar eletricidade portuguesa para Marrocos e trazer eletricidade marroquina para Portugal.

A ministra do Ambiente e da Energia defendeu nesta segunda-feira (20) que este projeto vai dar mais robustez à rede elétrica portuguesa.

Olhando para o apagão de 28 de abril de 2025, disse que este cabo submarino teria ajudado Portugal a recomeçar a rede elétrica mais depressa, tal como aconteceu com Espanha que teve a ajuda de França e Marrocos.

“Decidimos primeiro conversar com a Comissão Europeia para ver o seu interesse em considerar isso um projeto importante europeu, porque é outra interconexão entre a Europa e a África, em termos de segurança de suplemento”,

Em segundo, “concordamos que este é um projeto importante, mas não queremos sobrecarregar os nossos contribuintes e os nossos consumidores, então tentaremos ver a possibilidade do envolvimento do setor privado nesses projetos, para criar um tipo de manifestação de interesse, para ver o interesse do setor privado”.

“Então, a abordagem europeia e também a abordagem do setor privado são as duas soluções que adicionamos a este projeto”, disse esta segunda-feira (20) Maria da Graça Carvalho no final do encontro com a sua homóloga marroquina Leila Benali.

Sobre os fundos europeus, explicou a razão da candidatura: “quando é considerado um projeto de interesse europeu é um acesso especial para conectar a facilidade europeia e outros projetos, também podem ser projetos de cooperação com a Europa e a África”.

“Os estudos anteriores foram feitos em 2018, o mercado evoluiu, os preços de todos os materiais evoluíram. Queremos lançar uma espécie de manifestação de interesse “chamar o interesse do setor privado para diferentes possibilidades e também diferentes soluções tecnológicas e custos correspondentes”, acrescentou.

Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal