O particular entre Portugal e México agendado para domingo (2h de Portugal Continental, às 22h de Brasília) vai contar com um efetivo de segurança de 10.835 agentes.
O jogo vai servir para reinaugurar o mítico Estádio Azteca, a pouco mais de dois meses do Mundial 2026 organizado por México, Estados Unidos e Canadá.
Este estádio vai receber o terceiro Mundial, depois de 1970 e 1986.
No referido dispositivo de segurança foram destacados 8.814 agentes para as áreas de segurança, trânsito, inteligência, turismo, resgaste e urgência médica.
Em simultâneo, mais de dois mil efetivos pertencem à Defesa Nacional, Guarda Nacional e Secretaria de Segurança.
Portugal estagia em Cancún até sexta-feira, véspera do particular com o México. Depois, a 1 de abril (meia-noite), em Atlanta, Portugal mede forças com os Estados Unidos.
No Mundial 2026, a Seleção integra o Grupo K, na companhia de Uzbequistão e Colômbia, aguardando por República Democrática do Congo, Jamaica ou Nova Caledónia, que disputam o play-off.
Análise da partida
O México, 16º no ranking da FIFA, vive uma fase de resultados contraditórios sob o comando de Javier Aguirre. O técnico conquistou a Liga das Nações da Concacaf e a Copa Ouro em 2025, mostrando que o time sabe vencer quando precisa. Porém, o retrospecto recente em amistosos preocupa.
Desde a final da Copa Ouro, o El Tri não venceu nenhum dos seis últimos jogos. A sequência inclui uma goleada por 4 x 0 sofrida contra a Colômbia em outubro e uma derrota por 2 x 1 para o Paraguai. Nos trêsamistosos de 2026, jogados apenas com jogadores da Liga MX, o time bateu Panamá, Bolívia e Islândia, mas sem grande brilho.
A onda de lesões é o principal problema. Edson Álvarez, capitão e volante titular, fez cirurgia no tornozelo no início do ano. Santiago Giménez, centroavante do AC Milan, ainda não tem condição de jogo. Marcel Ruiz rompeu o ligamento cruzado e está fora da Copa do Mundo. Luis Malagón, goleiro titular, rompeu o tendão de Aquiles e também não jogará o Mundial.
Portugal, por sua vez, garantiu vaga no Grupo K da Copa ao lado de Colômbia, Uzbequistão e um classificado dos playoffs intercontinentais. A campanha nas eliminatórias europeias foi sólida, com a liderança do grupo sendo decidida nos playoffs contra a Dinamarca, quando o time venceu por 5 x 2 na prorrogação em Lisboa.
Sem Ronaldo, o treinador Roberto Martínez aposta em um elenco recheado de talentos da Premier League, da Ligue 1 e da Serie A. Rafael Leão, Pedro Neto, Francisco Conceição, João Félix e Gonçalo Ramos formam um ataque de altíssimo nível. No meio, Bruno Fernandes e Vitinha garantem criação e controle de jogo.
A altitude da Cidade do México, a 2.240 metros acima do nível do mar, é um fator que pode influenciar o desempenho de Portugal. Martínez escolheu deliberadamente jogar na América do Norte em março para aclimatar o elenco antes da Copa.
Fonte: www.maisfutebol.iol.pt e www.lance.com.br
Crédito da imagem: www.maisfutebol.iol.pt