Os dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que Portugal atingiu, em 2025, 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas. Já os números referentes aos proveitos totais apontam para 7,2 mil milhões de euros.
Portugal terá atingido, em 2025, 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas, refletindo crescimentos anuais de 3% e 2,2%, respetivamente (+5,2% e +4,1% em 2024, pela mesma ordem), indicam os dados preliminares divulgados na última sesta sexta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
As dormidas dos mercados externos mantiveram-se predominantes (69,4% do total de dormidas em 2025), totalizando 57 milhões, com um crescimento de 0,8%, enquanto o mercado interno contribuiu com 25,1 milhões de dormidas (+5,4%).
No total do ano, o Algarve manteve a liderança nas dormidas, com 20,8 milhões (+0,4% e 25,4% do total das dormidas), seguindo-se Lisboa com 19,6 milhões (+0,9%, representando 23,9%) e o Norte com 14,7 milhões (+4,5%, correspondendo a 18% do total).
De resto, todas as regiões de Portugal registaram números positivos no que diz respeito às dormidas, com a maior subida a ser registada pelo Alentejo (+6,3% para 3,5 milhões), seguindo-se a Península de Setúbal (+4,7% para 1,6 milhões) e o Norte.

Na análise anual das dormidas de residentes, só os Açores registaram uma ligeira quebra (-0,9% para 1,1 milhões). A região que mais dormidas de residentes, em 2025, foi o Norte, com 5,4 milhões (+4,5%, correspondendo a 21,7% do total), seguindo-se o Algarve, com 4,8 milhões (+3,2%, com 19,2% do total) e Lisboa com 3,7 milhões (+5%). O melhor resultado percentual foi, contudo, atingido pela Madeira, registando um aumento de 26% nas dormidas de residentes.
Nas dormidas de não residentes, o Algarve manteve a liderança por pouco, com 15,996 milhões, apesar da ligeira quebra de 0,4% (representando 28,1% do total), com Lisboa a registar 15,971 milhões (crescimento nulo), representando 28% do total, seguindo-se o Norte com 9,3 milhões (+4,5%). Aqui, o maior aumento foi conseguido pela Península de Setúbal que cresceu 5,8% para 868 mil dormidas.
No Centro e no Alentejo, em 2025, predominaram as dormidas de residentes (68,2% e 66,8%, respetivamente), enquanto nas restantes regiões as dormidas de não residentes foram dominantes. A Madeira e a Grande Lisboa foram as regiões mais dependentes dos mercados externos (82,5% e 81,4% do total de dormidas em 2025, pela mesma ordem).
O Reino Unido manteve-se como o principal mercado emissor em 2025, representando 17,7% do total de dormidas de não residentes, apesar de uma diminuição de 1,5%, tendo sido o único mercado a ultrapassar a fasquia dos 10 milhões.
Seguiram-se os mercados alemão (11,3% do total, com 6,4 milhões), norte-americano (9,6% do total, com 5,5 milhões), espanhol (9,1% do total, com 5,2 milhões) e francês (7,4% do total, com 4,2 milhões). Entre os principais mercados, o canadiano (+5,8%) e o norte-americano (+4,9%) destacaram-se com os maiores crescimentos, enquanto os mercados francês e espanhol registaram as maiores reduções (-7% e -5,2%, respetivamente).

Já no número de hóspedes, com Portugal a atingir os já referidos 32,5 milhões, Lisboa liderou com 8,7 milhões, seguindo-se o Norte com 7,7 milhões e o Algarve com 5,3 milhões.
Ainda nos hóspedes, a balança pendeu para os não residentes, somando mais de 19,7 milhões, com Lisboa a liderar com 6,6 milhões, seguindo-se o Norte com 4,3 milhões e o Algarve com 3,9 milhões. Já no capítulo dos residentes, tendo Portugal somado 12,8 milhões, o Norte aparece em primeiro lugar com 3,4 milhões, seguindo-se o Centro com 2,2 milhões e Lisboa com pouco mais de 2,1 milhões.
Ainda em 2025, os proveitos totais atingiram 7,2 mil milhões de euros (+7,2%) e os relativos a aposento totalizaram 5,5 mil milhões de euros (+6,8%).
Último mês fecha no verde
Em dezembro de 2025, Portugal registou 1,9 milhões de hóspedes (+4,4%) e 4,3 milhões de dormidas (+3%), indicando o INE para o último mês do ano passado 335,9 milhões de euros de proveitos totais e 236 milhões de euros de proveitos de aposento (+6,6% e +5,7%, respetivamente).
Nas dormidas, Lisboa registou 1,2 milhões (+2,1%), seguindo-se o Norte com 881 mil (+5,2%) e 656 mil do Algarve (+4,4%). No último mês do ano de 2025 só as regiões dos Açores e Madeira registaram quebras nas dormidas (-4,5% e -2,1%, respetivamente).
Na divisão entre residentes e não residentes, as dormidas de residentes somaram 1,657 milhões (+6,1%), enquanto as de não residentes somaram 2,6 milhões (+0,8%).
Também aqui, Lisboa lidera com 898 mil, apesar da ligeira descida de 0,1%. O Algarve registou 484 mil dormidas de não residentes (+4%), enquanto o Norte somou 454 mil (+4,9%). Aqui Centro, Lisboa, Açores e Madeira foram as regiões que registaram quebras.

Entre os dez principais mercados emissores em dezembro, o mercado canadiano destacou-se novamente com o maior crescimento (+10,3%), enquanto o mercado francês registou o maior decréscimo (-11%).
Em dezembro, os dez principais mercados emissores representaram 71,1% do total de dormidas de não residentes. O mercado britânico manteve a liderança, com 13,5% do total e um ligeiro crescimento de 0,1% para somou 354 mil (-4,4% em novembro).
O mercado espanhol, segundo principal mercado emissor em dezembro (12,5% do total), manteve a trajetória de diminuição, com uma redução de 3,7%para 326 mil (após -6,5% em novembro). Seguiu-se o mercado alemão, na 3.ª posição, com uma quota de 11,4% e um crescimento de 0,8% para quase 300 mil (+3,9% em novembro).
Nos hóspedes, os 1,9 milhões dividiram-se entre 988,1 mil de residentes, superando ligeiramente os não residentes (948,5 mil) pela primeira vez desde dezembro de 2023 e representando 51% do total de hóspedes.
Aqui foi Lisboa que liderou com 580 mil (+2,9%), seguindo-se o Norte com 500 (+5,1%) e o Centro com 230 mil (+11,6%). Todas as regiões somaram crescimentos no número de hóspedes em dezembro de 2025, exceto os Açores que registaram um decréscimo de 1,6%.

Estada média também sobe
Em dezembro, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico fixou-se em 2,21 noites, refletindo uma diminuição de 1,4% (+0,1% em novembro). Os valores mais elevados mantiveram-se na Madeira (4,55 noites) e no Algarve (3,35 noites). Estas regiões, bem como os Açores (2,49 noites), apresentaram estadas médias superiores à média nacional. As estadias mais curtas ocorreram no Centro (1,58 noites) e no Oeste e Vale do Tejo (1,61 noites).
A estada média dos residentes diminuiu para 1,68 noites (-1,2%) e a dos não residentes para 2,76 noites (-0,4%).
O Alentejo destacou-se como a região com o maior aumento da estada média (+0,9%), atingindo 1,81 noites.
A Madeira continuou a registar as estadas médias mais prolongadas, com 5,08 noites para os não residentes e 2,95 noites para os residentes.
Já os proveitos totais, em dezembro de 2025, atingiram 335,9 milhões de euros e os de aposento ascenderam a 236 milhões de euros em dezembro, refletindo crescimentos de 6,6% e 5,7%, respetivamente (+1,6% e +1,1% em novembro, pela mesma ordem).
A Grande Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos de dezembro (32,2% dos proveitos totais e 34,3% dos proveitos de aposento), seguida do Norte (18,5% e 18,4%, respetivamente) e da Madeira (18% e 17,7%, pela mesma ordem).
Os acréscimos mais expressivos de proveitos ocorreram no Oeste e Vale do Tejo (+13,5% nos proveitos totais e +13,7% nos de aposento), no Algarve (+12,2% e +9,8%, pela mesma ordem) e no Centro (+10,4% e +14,5%, respetivamente).
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