Porto de Aveiro bate recorde histórico no semestre e Figueira da Foz recupera após impacto do mau tempo

O Porto de Aveiro alcançou o melhor primeiro semestre da sua história em movimentação de mercadorias, enquanto o Porto da Figueira da Foz deu sinais de recuperação no segundo trimestre, depois de um arranque de ano afetado pelas condições meteorológicas adversas e pelo encerramento da barra.

Entre janeiro e junho, o Porto de Aveiro movimentou 3,29 milhões de toneladas de mercadorias, um aumento de 15,37% face ao mesmo período de 2025, estabelecendo um novo máximo histórico para os primeiros seis meses do ano.

O desempenho foi impulsionado sobretudo pelo crescimento da movimentação de combustíveis líquidos (+43,46%), produtos químicos (+12,71%) e minerais não metálicos (+32,28%).

No mesmo período, o porto registou ainda um aumento de 17,53% no número de escalas, para 543 navios, enquanto a arqueação bruta cresceu 18,77%, para 3,58 milhões de GT.

As importações continuaram a representar a maior fatia da atividade, correspondendo a cerca de 81% da carga movimentada.

A administração do Porto de Aveiro considera que os resultados refletem a eficiência operacional e a confiança dos operadores e clientes, antecipando que 2026 possa tornar-se um ano histórico para a infraestrutura.

O semestre ficou igualmente marcado pela conclusão da movimentação de uma carga de projeto destinada à unidade aquícola Flatlantic, em Mira, e pelo avanço de investimentos na requalificação das infraestruturas portuárias.

Já o Porto da Figueira da Foz registou um crescimento homólogo de 5,35% no segundo trimestre, invertendo a tendência negativa do início do ano, quando a atividade foi condicionada por sucessivos episódios de mau tempo e pelo encerramento da barra.

Segundo a administração portuária, a melhoria das condições de navegabilidade permitiu aumentar para sete metros o calado máximo autorizado no Terminal de Granéis Sólidos, acima do limite anterior de 6,5 metros, desde que a altura das ondas não ultrapasse 1,5 metros.

A medida deverá reforçar a capacidade operacional do porto, permitindo receber navios de maior dimensão, atrair novos fluxos de carga e aumentar o número de escalas.

A administração do Porto da Figueira da Foz mostra-se confiante para os próximos meses, prevendo um terceiro trimestre positivo, apoiado na estabilização das condições de navegabilidade e na recuperação gradual da atividade comercial.

Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal