O petróleo e o gás inverteram nesta segunda-feira (23) as suas subidas após Donald Trump anunciar uma trégua de cinco dias com o Irão.
O crude está a cair mais de 7% para 99 dólares, com o gás a recuar mais de 4% para quase 57 euros/MWh.
Donald Trump anunciou hoje cinco dias de tréguas com o Irão após negociações. Desta forma, Washington e Teerão vão se abster de atacar alvos energéticos.
O presidente norte-americano tinha ameaçado começar a atacar centrais elétricas no Irão se o país não reabrisse o estreito de Ormuz. Por sua vez, Teerão também ameaçou atacar centrais de produção de eletricidade no país.
Trump revelou que os EUA estiveram em negociações com o Teerão e que chegaram a acordo, depois de “conversações muito boas e produtivas” com o objetivo de atingir uma “resolução total e completa das hostilidades no Médio Oriente”.
As negociações vão continuar ao longo desta semana, com Trump a dar ordens ao Ministério da Guerra para “adiar todos e quaisquer ataques militares contra as centrais energéticas iranianas” durante um período de cinco dias, sujeito ao “sucesso das discussões”.
Entretanto, Israel está esta segunda-feira novamente a atacar o Irão.
Por sua vez, o regime de Teerão disse hoje que não manteve qualquer negociação com Donald Trump e que o presidente norte-americano decidiu as tréguas unilateralmente.
“Não houve comunicações diretas ou indiretas com Trump”, disse a agência iraniana Fars, citando um alto responsável de segurança, sob anonimato.
“Ele retirou-se após ouvir que os nossos alvos seriam centrais elétricas em toda a Ásia Ocidental”, segundo a mesma fonte citada pela “Bloomberg”.
Já a agência iraniana Tasnim News também cita um alto responsável da defesa, também anónimo, que garante que o estreito de Ormuz vai manter-se fechado.
Sobre o anúncio de Trump, considera que é guerra psicológica e que o regime vai continuar a defender o seu país.
A ideia de Trump, segundo este responsável, é tentar baixar os preços de energia nos mercados internacionais.
Ambas as agências são consideradas próximas da Guarda Revolucionária do Irão.
Fonte: O Jornal Económico / Portugal
Crédito da imagem: Shawn Thew / EPA