O jovem francês Paul Magnier (Soudal Quick-Step) venceu a primeira etapa da Volta ao Algarve nesta quarta-feira (18), que ligou Vila Real de Santo António e Tavira num percurso de 183,5 quilómetros e é o primeiro camisola amarela da prova.
A Alpecin-Premier Tech entrava com o rótulo de favorita, mas o “lead-out” não correu bem. Edward Planckaert levou Kaden Groves, que lançou o “lead out”, mas não tinha o líder de equipa, Jasper Philipsen na sua roda.
Groves, também um talentoso “sprinter”, tentou a sua sorte, mas o gás acabou a poucos metros do risco da meta. Aproveitou Paul Magnier, que superou Jordi Meeus, da Red Bull-bora-hangrohe, e Pavel Bittner, da Picnic PostNL, que fechou o pódio. Philipsen fez quarto.
É a primeira vitória da promessa francesa esta época, depois de ter arrancado a época com o segundo lugar no Gran Premi València. Foi o 25.º triunfo da carreira de Magnier.
Na zona mista no final da etapa, Magnier escolheu a vitória no Algarve como a “maior da carreira”.
“Tendo em conta o pelotão de sprinters, foi a minha maior vitória da carreira. Mostra que estou em grande forma, o final da etapa também me assentava bem. Tomei as decisões certas e espero ter outra oportunidade no sábado”, afirmou.
O colombiano Santiago Mesa, da equipa portuguesa Anicolor/Campicarn, cruzou a meta no quinto lugar, mas acabou relegado para o fim da classificação, uma vez que desviou a trajetória do “sprint” para cima de Arnaud de Lie, que subiu assim 5.º lugar da etapa.
Rui Oliveira, da UAE Team Emirates, foi o melhor português, no 10.º lugar. Já Iúri Leitão, da Caja Rural, foi 15.º classificado.
O filme da etapa
O perfil da etapa não deixava grandes dúvidas que seria uma etapa para o “sprint”. O percurso tinha apenas duas montanhas categorizadas, de terceira categoria, em Mercado e Faz Fato.
Como previsto, as equipas do pelotão nacional atacaram cedo na etapa para formar a fuga, que acabou composta por nove atletas, incluíndo Noah Campos (Team Tavira-Crédito Agrícola), Enzo Leijnse (Anicolor-Campicarn), Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé), Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Diogo Narciso (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car), José Miguel Moreira e André Ribeiro (GI Group Holding-Simoldes-UDO), Viacheslav Ivanov (Feirense-BEECELER) e João Silva (Feira dos Sofás-Boavista).
Antes do segundo prémio de montanha, em Faz Fato, Hugo Nunes (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) saiu do pelotão e conseguiu juntar-se à fuga. O ciclista de Paços de Ferreira arranca a época novamente com destaque depois de ter vencido a camisola da montanha na Volta a Portugal do ano passado e ter conquistado uma etapa.
A 25 quilómetros do fim, respondeu-se o primeiro ponto de interrogação em relação à intenção das equipas em busca da geral. A introdução dos pontos quentes, três sprints bonificados no empedrado de Vila Real de Santo António, entregava nove segundos de bonificação.
O pelotão trabalhou para apanhar o grupo, mas não totalmente. Hugo Nunes ainda passou em primeiro lugar nos dois primeiros pontos, mas foi absorvidos para o segundo.
Quem mais aproveitou no lote de favoritos foi Juan Ayuso (Lidl-Trek), que conseguiu ganhar três segundos.
A segunda etapa começa a definir a classificação geral, terminando no Alto da Fóia, com uma subida diferente, mais dura e que promete fazer mais diferenças. A etapa, de 147,2 quilómetros arranca em Portimão e termina na Fóia.
Fonte: www.rr.pt
Crédito da imagem: FPC