A Paramount Skydance Corporation e a Warner Bros. Discovery, Inc. (WBD), anunciaram a assinatura de um acordo definitivo de fusão na última sexta-feira (27), pelo qual a Paramount adquire a WBD para formar “uma empresa global líder em mídia e entretenimento”.
O negócio foi concretizado após a desistência da Netflix.
No comunicado, a empresa de David Ellison, novo magnata de Hollywood e herdeiro de Larry Ellison, fundador da Oracle, destaca que o novo grupo nasce com um acervo de filmes com mais de 15 mil títulos, “milhares de horas de programação televisiva”, presença em mais de 200 países e ambição de dominar o streaming.
Apesar do montante elevado, a nova administração descartou qualquer plano de vender ou separar seus ativos de TV a cabo, como CNN, MTV e HBO.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (2) pelo CEO da Paramount, David Ellison. Segundo o executivo, o principal pilar da estratégia será a unificação dos serviços de streaming Paramount+ e HBO Max em uma única plataforma global.
Escala para enfrentar a Netflix
Com a fusão, a nova entidade passa a contar com uma base de mais de 200 milhões de assinantes em 100 regiões, dando o poder de fogo necessário para competir em um mercado dominado pela Netflix.
O negócio foi fechado por US$ 110 bilhões (cerca de US$ 31 por ação), após a Netflix desistir de cobrir a oferta na última quinta-feira (26).
A expectativa é que a união gere uma economia de custos superior a US$ 6 bilhões, impulsionada principalmente pela integração de infraestruturas tecnológicas e provedores de nuvem.
Um dos maiores catálogos da indústria
A fusão coloca sob o mesmo teto algumas das franquias mais valiosas da cultura pop. O portfólio combinado incluirá:
Warner Bros: Game of Thrones, Harry Potter, Universo DC e CNN.
Paramount: Missão Impossível, Top Gun, Bob Esponja e as redes CBS e MTV.
David Ellison destacou que a HBO continuará sendo a “joia da coroa”, mantendo independência criativa e recursos para suas produções originais.
Detalhes financeiros e próximos passos
A operação é sustentada por US$ 54 bilhões em compromissos de dívida liderados por bancos como Bank of America e Citigroup.
O montante de US$ 79 bilhões em dívida líquida soma os débitos anteriores das duas empresas (US$ 29 bilhões da Warner e US$ 10,36 bilhões da Paramount) a novos financiamentos e refinanciamentos necessários para a transação.
A Paramount também arcou com uma multa de rescisão de US$ 2,8 bilhões que a Warner devia à Netflix pelo fim das negociações anteriores.
A expectativa é que o negócio seja concluído no terceiro trimestre deste ano. Analistas acreditam que a aprovação regulatória, inclusive na União Europeia, deve ocorrer sem grandes obstáculos, com exigências mínimas de desinvestimento.
Além disso, a proximidade de David Ellison com esferas governamentais nos EUA é vista como um facilitador para o processo, de acordo com a Reuters.
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