O jogo de paciência deu em eliminação. Portugal perdeu com a Espanha (1-0) nesta segunda-feira (06)e ficou pelos oitavos de final do Mundial 2026.
Merino foi o único a conseguir bater Diogo Costa, o melhor em campo e o melhor de Portugal neste Mundial, que foi o último de Cristiano Ronaldo.
Em Dallas, no sétimo embate entre as duas seleções em grandes competições, o espanhol Roberto Martínez tentava colocar Portugal pela quarta vez nos quartos de um Mundial, depois das campanhas de 1966, 2006 e 2022, mas não conseguiu.
O 42.º Portugal-Espanha da história em 105 anos era também um duelo entre os dois melhores médios do Mundo, Vitinha e Pedri.
Mas como nenhum deles joga sozinho e o espanhol teve uma rede de apoio em Rodri e Dani Olmo que o português não teve em Bruno Fernandes e João Neves, a seleção portuguesa perdeu a batalha do meio campo e por isso teve menos bola e criou menos oportunidades de golo.
Portugal equilibrou desde a defesa, onde Diogo Costa foi mantendo a baliza a zeros a cada minuto. Logo aos três minutos saiu da baliza e ‘assustou’ Oyarzabal, que falhou na cara do guarda-redes português. Foi a primeira de quatro enormes defesas só no primeiro tempo.
Aos 17 minutos voou para impedir o golo de Baena, naquela que será certamente uma das melhores defesas do Mundial2026. A fechar a primeira parte, o número 1 português voltou a ser chamado à ação e impor-se com uma saída rápida para impedir Dani Olmo de marcar.
Com a baliza fechada, o ataque português foi sendo construído com algumas investidas de Nuno Mendes e João Cancelo, que não se ficaram pela defesa e ambos tentaram o golo.
O remate do lateral foi o mais perigo e embateu com estrondo na barra já quase a fechar o primeiro tempo e depois de Ronaldo ter ficado perto de um golo olímpico que Unai Simón não permitiu.
Na antevisão do encontro dos oitavos de final, o capitão da seleção disse que o tema da possível despedida “não deveria ser o foco” mas lá foi admitindo que sim, que este seria o seu último Mundial, mas só não contava que fosse já hoje nos oitavos de final. Saiu em lágrimas, certamente de frustração pelo que significa sair de cena aos 41 anos.
A lesão de Nuno Mendes…
No segundo tempo o jogo caiu ao nível da intensidade e os jogadores de ambas as equipas mostraram algum cansaço mental, com algumas más decisões no último terço do terreno, em especial do lado espanhol, que sempre criou a ilusão efetiva de criar mais perigo.
Aos 56 minutos, a lesão de Nuno Mendes obrigou Roberto Martínez a mexer na equipa e fazer entrar Nélson Semedo, mas foi a pausa para hidratação que trouxa mais mexidas, com Rafael Leão e Diogo Dalot.
A Espanha mantinha os mesmo com que começou e mesmo assim tinha mais força para a parte final do jogo, principalmente Lamine Yamal que cresceu assim que ficou livre das amarras de Nuno Mendes. O jogo era de Espanha e com Portugal a tentar um rasgo ofensivo que pudesse resultar em golo.
Nos minutos finais e já com Bernardo Silva (no lugar de Vitinha, que não merecia ter saído) e Francisco Conceição, não deu para criar nada de bom, nem tão pouco impediu que La Roja continuasse a pressionar e chegasse ao desejado e merecido golo na passagem do minuto 90.
Merino apareceu bem na área para finalizar na cara de Diogo Costa depois de um brilhante passe de Ferrán Torres a surpreender a defesa portuguesa.
E assim Portugal adiou para 2030, uma nova tentativa para ser Campeão do Mundo, na condição de co-anfitrião, juntamente com Espanha e Marrocos.
Fonte: Diário de Notícias / Portugal
Crédito da imagem: Miguel A. Lopes / Lusa