O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, acredita que a conversa de três horas com o líder norte-americano, Donald Trump, vai ajudar a estabilizar as relações entre o país e os Estados Unidos da América (EUA).
Tarifas, comércio, segurança, minerais críticos e crime organizado foram os temas principais das conversações entre os dois líderes reunidos na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (7).
“Demos um passo importante na consolidação da relação entre o Brasil e os Estados Unidos. Não há assunto proibido, nem tabus”, escreveu Lula na rede social X (antigo Twitter).
“É importante que os EUA voltem a interessar-se pelo que acontece no Brasil. A única coisa que não vamos abrir mão é da nossa democracia e da nossa soberania.”
Lula afirmou que Trump aceitou um prazo de 30 dias para avançar nas negociações comerciais sobre tarifas. Neste tempo, as equipas dos dois países vão formar um grupo de trabalho para discutir as diferenças nas cobranças de impostos e, caso necessário, cada lado vai reduzir as suas taxas.
“Eu sugeri ao Trump para que a gente colocasse os nossos ministros para, em 30 dias, resolver esse problema, para nós decidirmos o que vai acontecer. E eu acho que vai terminar bem no acordo Brasil e EUA na questão comercial”, explicou o chefe de Estado brasileiro, afirmando estar disposto a fazer concessões.
“Quem estiver errado vai ceder”, declarou em conferência de imprensa.
Esta conversa acontece depois de Trump impor no ano passado tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e de um ano que contou com atritos diplomáticos entre os dois países.
Atualmente, os produtos brasileiros ainda estão sujeitos a uma tarifa adicional de 10%, que deverá expirar em julho.
Lula disse ainda que o Brasil está disposto a construir um “grupo forte” de combate ao crime organizado com todos os países da América Latina, e criticou o que chamou de “hegemonia” de um país sobre o outro.
“Para fazer com que os outros países deixem de plantar e fabricar o que a chama de drogas, é preciso criar alternativa económicas para estes países. Nós temos de incentivar a plantar outras coisas e comprar”, apontou.
O chefe do Executivo do Brasil afirmou ainda que “parte das armas que chegam ao Brasil saem dos Estados Unidos” e que existe lavagem de dinheiro feitas nos EUA.
O Presidente dos EUA elogiou ainda Lula da Silva ao chamá-lo “muito dinâmico”, confirmando novas reuniões nos próximos meses.
Fonte: www.rr.pt
Crédito da imagem: Twitter / Lula da Silva