De 12 a 15 de junho, o Museu do Porto associa-se às Jornadas Europeias da Arqueologia 2026 (JEA), uma iniciativa promovida pelo Património Cultural, IP.
Este ano, a programação será subordinada ao tema “Arqueologia a Acontecer”, sendo dedicada à arqueologia preventiva e ao seu papel na proteção, estudo e valorização do património arqueológico.
Ao longo de quatro dias, o Arqueossítio e o Reservatório acolhem oficinas, conversas, visitas e um colóquio que aproximam o público do trabalho desenvolvido por arqueólogos, antropólogos, geneticistas e outros investigadores, dando a conhecer algumas das mais recentes descobertas realizadas na cidade.
Das escavações romanas ao trabalho de laboratório
A programação inicia-se na sexta-feira, 12 de junho, às 15 horas, no Arqueossítio, com a oficina “Arqueologia a acontecer no Seminário”, orientada por Sofia Soares.
A partir dos materiais recentemente identificados nas escavações em curso no Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição, os participantes poderão contactar diretamente com vestígios arqueológicos e conhecer algumas das primeiras etapas do trabalho desenvolvido pelos arqueólogos.
Às 18 horas, no Arqueossítio, terá lugar a conversa “Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição: a construção de um espaço monumental”, com o arquiteto Pedro Leão.
A sessão propõe uma viagem pelas diferentes fases de construção deste conjunto monumental, entendido como uma intervenção sobre o próprio morro, onde arquitetura e topografia se cruzam na transformação da paisagem do Centro Histórico do Porto.
O Porto oitocentista entre epidemias e guerra
No sábado, 13 de junho, entre as 10 horas e as 17h30, o Reservatório acolhe o colóquio “BeFRAIL | O Porto em tempos de cólera e guerra: uma abordagem à fragilidade humana”.
Partindo das investigações desenvolvidas no antigo cemitério da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, o encontro apresenta algumas das principais descobertas do projeto BeFRAIL, revelando novas perspetivas sobre a vida da população portuense durante o século XIX.
Quando a arqueologia encontra a genética
No dia 14 de junho, domingo, o Reservatório recebe, às 10h30, a oficina familiar “Vamos lavar cacos!”, orientada por Carla Stockler, que convida crianças e famílias a experimentar algumas das tarefas mais comuns do trabalho arqueológico, através da limpeza, observação e identificação de materiais provenientes de escavações.
Às 16 horas, no Arqueossítio, decorre a conversa “A (Bio)Arqueologia a acontecer no Morro da Sé”, com Cláudia Gomes, Paulo Dordio, Mafalda Capela, Sofia Soares, Marta Borges, André Nascimento e Anne Malchreck, dedicada aos resultados da investigação no Cemitério do Bispo e ao diálogo entre arqueologia e genética na reconstrução da história da população medieval do Porto.
À descoberta de mais de dois mil anos de história
A programação encerra, na segunda-feira, 15 de junho, às 15 horas, com a visita “Arqueologia a acontecer no Quarteirão da Bainharia”, conduzida por Manuel Real e Ricardo Teixeira.
Os participantes terão a oportunidade de acompanhar os trabalhos arqueológicos atualmente em curso e conhecer alguns dos vestígios mais significativos identificados no Morro da Sé, testemunhos de mais de dois mil anos de história da cidade.
Todas as atividades são gratuitas, mas requerem inscrição prévia na página do museudoporto.pt.
Fonte: www.porto.pt
Crédito da imagem: António Alves