É mais uma demonstração de ambição da Mota-Engil além-fronteiras. A construtora portuguesa quer aumentar as suas concessões para um valor líquido entre os 1,5 e os dois mil milhões de euros até 2030, o que representa um crescimento de pelo menos 50% face aos atuais mil milhões de euros, que o grupo tem em carteira.
“Vamos continuar a ser muito seletivos nos projetos que estudamos. Vamos olhar projeto a projeto, mercado a mercado”, referiu o CEO, Carlos Mota Santos, durante a apresentação do plano estratégico 2026-2030.
Entre as “várias oportunidades” de mercado, o CEO destacou o mercado da América Latina, nomeadamente os 31 projetos sanitários para o Peru, que deverão representar um valor de 21 biliões de dólares entre 2026 e 2028.
Já para o Brasil, além do recente contrato para a construção, operação e manutenção do túnel submerso Santos-Guarujá, no valor de 1,2 mil milhões de euros, nota também para a possibilidade de 44 novas concessões rodoviárias até 2028.
No continente africano, Carlos Mota Santos apontou para um “potencial investimento” de 65 a 212 biliões de dólares através de parcerias público-privadas (PPP).
Já para Portugal destacou os quatro mil milhões de euros de investimento até 2035 em 15 novas concessões para os portos, bem como os 11 mil milhões para os comboios de alta velocidade entre Lisboa e Porto numa concessão de PPP para os próximos 30 anos.
“Vamos investir em portfolios de médio/longo prazo, na concessão de infraestruturas baseados em projetos de larga escala. Queremos reforçar a competitividade e estabelecer fortes parcerias”, salientou.
Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal