O preço das casas em Portugal registou um aumento de 17,6% em 2025, o que significou um crescimento expressivo de 8,5% pontos percentuais face ao ano anterior, segundo os dados do Índice de Preços da Habitação (IPHab) revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira (23), atingindo o valor mais alto de sempre.
Este crescimento foi mais elevado nas casas existentes (18,9%) do que nas habitações novas (14,2%).
No último trimestre de 2025, verificou-se uma subida de 18,9%, o que representou um crescimento de 1,2 pontos percentuais em comparação com o terceiro trimestre, para além de ser o sétimo trimestre consecutivo com uma aceleração dos preços.
Este aumento dos preços foi superior nas casas existentes (20,9%) em comparação com as habitações novas (13,7%).
No último ano foram transacionadas 169.812 habitações, o que representou um aumento de 8,6% relativamente a 2024 e o registo mais elevado da série disponível.
Em 2025, as transações de habitações existentes cresceram 9,5%, para 136.245 unidades (80,2% do total), enquanto as transações de casas novas aumentaram 5,3%, para um total de 33.567
O valor dos alojamentos transacionados em 2025 ascendeu a 41,2 mil milhões de euros, mais 21,7% que em 2024.
Do valor total, 30,5 mil milhões corresponderam a vendas de habitações existentes (variação de 25% relativamente a 2024) e 10,7 mil milhões de euros a habitações novas (variação de 13,0% relativamente a 2024).
As famílias foram responsáveis por 148.632 transações representando 87,5% do total das vendas, mais 1,4 p.p. relativamente ao ano anterior e o registo mais elevado desde 2019.
O número de transações apurado corresponde a um aumento de 10,5% face a 2024. Em valor, as vendas de alojamentos às famílias cresceram 24,4%, para um total de 35,7 mil milhões de euros, 86,8% do total (+1,8 p.p. que em 2024).
A nível geográfico, o Centro com 27.467 habitações e o Oeste e Vale do Tejo (16.115) representaram em conjunto, 25,7% do total das transações.
A Grande Lisboa, com um total de 12,4 mil milhões de euros, concentrou 30,1% do valor das transações de casas em 2025, sendo, no entanto, a região com maior decréscimo na respetiva quota relativa face a 2024 (-2,1 p.p.).
No Norte, as habitações transacionadas totalizaram 10,5 mil milhões de euros, representando 25,6% do total, mais 0,8 p.p. face ao ano transato.
Península de Setúbal, Centro e Oeste e Vale do Tejo, com verbas de 4,2 mil milhões de euros, 3,9 mil milhões de euros e 2,9 mil milhões de euros, respetivamente, registaram acréscimos nos pesos relativos iguais ou superiores a 0,5 p.p.
No último trimestre foram transacionadas 43.084 habitações, numa descida de 4,7% face ao período homólogo, sendo a primeira vez, desde o primeiro trimestre de 2024, que se registou uma quebra no número de transações em termos homólogos.
No trimestre em análise ambas as categorias de habitação registaram uma redução no número de transações, tendo sido mais expressiva nas habitações novas (-5,4%) que nas habitações existentes (-4,5%).
Em valor, no último trimestre de 2025 as habitações transacionadas totalizaram 10,8 mil milhões de euros, mais 5,9% que no mesmo trimestre de 2024.
Neste período, as transações das habitações existentes cresceram 9,7%, em termos homólogos, sendo que as habitações novas registaram uma redução de 3,7% no respetivo valor.
Entre outubro e dezembro de 2025, as aquisições de habitação pelo setor institucional das famílias ascenderam a 37.459 unidades, correspondendo a uma diminuição homóloga de 3,6% e uma redução de 0,1% relativamente ao trimestre anterior.
Em valor, as transações efetuadas pelas famílias aumentaram 8,2% face a período idêntico de 2024, perfazendo 9,3 mil milhões de euros.
Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal