Vai ser a maior central eólica em Portugal quando estiver concluída, com um total de 274 megawatts (MW) com capacidade para abastecer 400 mil pessoas, evitando a emissão de 230 mil toneladas de CO2 por ano.
A Iberdrola anunciou esta quinta-feira (15) que obteve um financiamento no montante de 175 milhões de euros por parte do Banco Europeu de Investimento (BEI). O projeto tem um custo total de 350 milhões de euros.
A central vai ser integrada no complexo hidroelétrico de armazenamento por bombagem do Tâmega no distrito de Vila Real, que a Iberdrola apelida de gigabateria, pela sua capacidade de reciclar água para voltar a ser usada para produzir eletricidade hídrica.
A empresa espanhola explica que este será o primeiro projeto nacional com uma ligação híbrida entre armazenamento por bombagem e energia eólica.
O projeto conta com duas novas centrais eólicas e três centrais hidroelétricas que já estão em operação, entre as quais a maior barragem do país: a central hidroeléctrica de Gouvães conta com uma potência instalada de 880 megawatts (MW), com quatro grupos, ou turbinas, de 220 megawatts cada.
A Iberdrola investiu um total de 1.500 milhões de euros para construir o sistema eletroprodutor do Tâmega, o maior investimento energético em Portugal na última década, com quase 1,2 gigas de potência.
“A hibridização das duas tecnologias permite que a energia eólica e a energia hidroelétrica partilhem a mesma infraestrutura de ligação à rede elétrica, otimizando a integração das energias renováveis, reduzindo o número de infraestruturas e minimizando o impacto ambiental. Além disso, reforça o papel fundamental do sistema do Tâmega para a eletrificação de Portugal”, disse a Iberdrola em comunicado.
A empresa espanhola destaca que “ao aumentar a quota de energia limpa na rede elétrica, o projeto reforçará a resiliência do sistema elétrico português e apoia diretamente os objetivos europeus e nacionais de redução das emissões de carbono, diminuição da dependência dos combustíveis fósseis e cumprimento de metas climáticas ambiciosas”.
“Graças a este novo financiamento, o BEI contribui para a segurança energética de Portugal, potenciando sinergias entre tecnologias limpas. Ao combinar a energia eólica e a energia hidroelétrica, o complexo do Tâmega aumentará a produção de energia limpa e otimizará a utilização das infraestruturas energéticas existentes, em benefício dos consumidores portugueses e das economias locais”, disse em comunicado Jean-Christophe Laloux do BEI.
Já Jose Sainz Armada da Iberdrola afirmou: “Esta operação com o BEI e a garantia da Cesce reforça a nossa estratégia de financiamento e confirma a nossa capacidade de promover projetos estratégicos fundamentais na Península Ibérica e em toda Europa, que melhoram a segurança energética e a competitividade através da eletrificação.”
Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal