Governo assume: onda de calor traz “risco significativo” e pode aumentar mortalidade

O Governo assume que a onda de calor que se vai sentir nos próximos dias em Portugal representa um “risco significativo” para a saúde pública.

“Como sabemos, as temperaturas extremas constituem um risco significativo para a saúde pública, afetando com maior intensidade as pessoas mais vulneráveis”, afirmou a secretária de Estado, Ana Povo, esta quarta-feira ao final da manhã.

Para antecipar os efeitos — que podem passar pelo aumento de mortalidade no país — foi realizada uma conferência de imprensa no ministério da Saúde, com várias entidades sentadas lado a lado para lançar conselhos à população.

Locais climatizados podem ser igrejas ou hotéis

Um dos apelos deixados é para que os mais vulneráveis se dirijam aos Locais de Abrigo Temporário (LAT), que vão ser definidos por cada município. A lista não está disponível e o conselho só se aplica quando o nível de risco for 2 ou 3, neste momento o país está no nível 1.

O Governo revela que as Unidades Locais de Saúde estão a “identificar locais de abrigo temporário climatizados, que poderão ser ativados sempre que a evolução da situação o justifique, para acolher pessoas em situação de maior vulnerabilidade”.

No entanto, não há uma lista finalizada. As populações que precisem (quando estiver disponível) devem contactar as autarquias a perguntar para onde se devem dirigir.

Questionada pela Renascença sobre que tipo de locais são estes, a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, deu alguns exemplos:

“Temos igrejas, temos centros comerciais, temos alguns hotéis”, afirma.

As autoridades apelam à população que beba pelo menos um litro e meio de água por dia, mesmo que não sinta sede, e que aproveitem as alturas em que a temperatura baixa para arejar a casa.

Excesso de mortalidade

Com a onda de calor, a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, assume que pode haver um excesso de mortalidade no país.

“Importa também sublinhar que períodos de calor extremo podem associar-se a um aumento da procura dos cuidados de saúde e infelizmente a um aumento da mortalidade, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis”, vinca.

Ainda assim, ainda não é possível antecipar que expressão pode vir a ter o calor nesse excesso de mortalidade.

Fonte: www.rr.pt

Crédito da imagem: Artur Machado