Depois dos números recorde atingidos em 2025, o setor do turismo mostra ambição em superar esse registo.
Com perto de 30 mil milhões de euros em receitas, Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços aponta para um crescimento já em 2026 destes valores.
“O arranque do ano está francamente positivo em relação a janeiro de 2024. Espero que possamos crescer 2,5% em fluxo turístico e 5,5% em receitas”, referiu na abertura da conferência ‘Visit Portugal’ que decorre esta terça-feira (24), na Estufa Fria em Lisboa.
Apesar do país ter vivido um momento difícil no último mês e meio com as várias tempestades, o governante espera que Portugal “possa rapidamente superar esta situação” que teve impacto principalmente na região Centro. “Felizmente a sul os estragos são muito menores”, realçou.
Pedro Machado mostrou-se satisfeito por o país ter conseguido conquistar e executar os números do turismo antes da previsão que o Governo tinha para 2027, num sinal que reflete uma estratégia que o país tem desde que em 2006, ano em que foi lançada a estratégia para o setor.
Para este ano a aposta passa por novas rotas aéreas e reforçar aquelas já existem, nomeadamente para o outro lado do Atlântico.
“Queremos conquistar a América Latina apesar de tudo o que tem vindo a acontecer no território e mais recente no México e reforçar a conectividade entre os Estados Unidos, o Brasil e Canadá”, salientou.
“Os resultados de 2025 são uma cifra que fez com que tivessemos capacidade de exportar acima dos quatro bis. Refletem um crescimento de Portugal enquanto marca, mas também das empresas. Somos um país que tem uma boa perceção de segurança, ativos extraordinários transacionáveis e não transacionáveis”, sublinhou.
O governante destacou que o turismo em Portugal pode representar atualmente entre as 400 e 450 mil empregos diretos e tem já um peso de 12% no PIB.
“O turismo impacta 49 atividades, significa que é muito transversal no setor primário, secundário e terceário. Procuramos sinergias entre aquilo que é a capacidade desta indústria possa impactar por exemplo, o enoturismo”, referiu.
Com todos os recordes a serem superados antes do tempo, Pedro Machado salientou que é preciso fazer uma revisão da estratégia, a começar pelo reforçdo da relação dos portugueses com o turismo.
“Portugal não tem turismo a mais, mas temos problemas que precisamos de resolver e que podem estar a ser criados. O problema dos tuk tuk, tinhamos 600 a operar, só aquele episódio de Sintra transformava uma experiência de hospitalidade num suplício. Precisamos de implementar novos modelos de gestão de fluxo e tráfego através da tecnologia”, alertou.
Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal