O Fundo Monetário Internacional (FMI) admitiu esta terça-feira (14) um cenário de recessão económica global no caso da intensificação do conflito no Médio Oriente levar a danos nas infraestruturas energéticas da região.
Na atualização das Previsões Económicas Mundiais, o FMI avisou que o mundo poderá já estar a caminhar para um “cenário adverso” com um crescimento de apenas 2,5% em 2026, ou na melhor das hipóteses de 3,1%, adiantou o economista-chefe, Pierre-Olivier Gouurinchas.
No pior dos cenários, estima o FMI, a inflação mundial pode ultrapassar os 6% em 2027 e ser de mais de 5,5% este ano.
No cenário atual de referência, o FMI atualizou as previsões de crescimento global para 3,1% em 2026 (menos 0,2 pontos percentuais que no relatório de janeiro) e de 3,2% no próximo ano, abaixo dos 3,4% da previsão anterior. Para a inflação, o Fundo Monetário Internacional projeta uma inflação de 4,4% este ano e de 3,7% em 2027.
Na conferência de imprensa, Gouurinchas avisou que a cada dia que existem novas quebras no fornecimento de fontes de energia no Médio Oriente, acontecem atualizações de preços que levam a quem os cenários mais pessimistas se tornem mais prováveis.
O economista-chefe do FMI avançou ainda que o mundo está agora entre a previsão de referência e a de um cenário adverso.
Neste cenário adverso, o FMI estima que o crescimento global deverá avançar 2,5%, enquanto a inflação será de 5,4%.
No pior dos cenários, a economia mundial poderia aproximar-se de uma recessão, com um crescimento de 2,2% — algo que apenas aconteceu por quatro vezes desde 1980. Neste cenário mais severo, a inflação seria de 5,8% este ano e de 6,1% em 2027.
Fonte: www.rr.pt
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