O Estádio do Dragão é esta quarta-feira (14) palco do jogo grande dos quartos de final da Taça de Portugal, com FC Porto e Benfica a medirem forças num duelo marcado por realidades opostas, em partida a ser disputada às 20h45, hora Lisboa: às 17h45, hora Brasília).
Os dragões, líderes destacados da I Liga e em plena forma, partem como favoritos perante um Benfica em crise, a dez pontos da liderança e com a época praticamente hipotecada.
Ausências e possíveis estreias acrescentam ingredientes ao clássico: Thiago Silva e Oskar Pietuszewski podem debutar pelo FC Porto, enquanto Otamendi, expulso na Taça da Liga, é baixa de peso no Benfica.
Favoritismo azul e branco
O FC Porto chega a este encontro num momento de confiança absoluta. Líder isolado da I Liga, com vantagem confortável sobre os rivais, a equipa de Sérgio Conceição tem mostrado consistência e ambição, reforçada pelo triunfo na Supertaça e por uma série de exibições convincentes.
Jogar no Dragão, perante os seus adeptos, é mais um fator que coloca os portistas como favoritos à passagem às meias-finais da prova rainha.
As possíveis estreias de Thiago Silva e Oskar Pietuszewski dão um toque de curiosidade ao onze portista, embora a equipa tenha de lidar com ausências no lado esquerdo da defesa, onde Francisco Moura e Zaidu não estão disponíveis.
Relativamente à nomeação do árbitro Fábio Veríssimo para dirigir o clássico entre FC Porto e Benfica,O FC Porto acha incompreensível a demora, muito embora o treinador dos ‘azuis e brancos’ se tenha manifestado confiante pela nomeação.
Benfica de Mourinho à procura de afirmação
No outro banco estará José Mourinho, no regresso a um palco que conhece bem, agora à frente do Benfica. O técnico foi oficializado em setembro e tem sublinhado, nas intervenções públicas, a exigência interna e a ambição de aproveitar as taças para resgatar a época.
Em conferência de imprensa de antevisão ao clássico com os dragões, Mourinho rebateu as críticas sobre o seu discurso após a eliminação na meia-final da Taça da Liga, com o Sporting de Braga, que permitiu, no entanto, ter tempo de trabalho.
“O facto de ser um jogo a eliminar e obrigar a que haja um vencedor poderá levar a nuances diferentes de um jogo de campeonato. Neste caso, o empate não serve a nenhuma equipa, o que pode proporcionar um jogo diferente. Desde a pré-época, o FC Porto entra com o mesmo perfil de jogo e jogadores. Não me parece que seja por aí que haja alterações enquanto equipa. Mesmo um leigo basta agarrar-se aos números e é muito fácil perceber a equipa que eles são”, sublinhou o setubalense.