A greve geral marcada para quarta-feira (3) deverá ter reflexos em praticamente todos os modos de transporte. Entre serviços mínimos, ofertas reduzidas e paralisações totais, são esperadas dificuldades de circulação em várias regiões do país.
Conheça os principais impactos previstos nos comboios, autocarros, metros, barcos e transporte aéreo.
Comboios
A CP alertou para perturbações na circulação entre terça e quinta-feira, uma vez que os efeitos da greve poderão prolongar-se para além do próprio dia da paralisação.
Foram definidos serviços mínimos para os comboios Alfa Pendular, Intercidades, Regional, InterRegional e para os serviços urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra.
Os clientes poderão solicitar o reembolso integral ou a troca gratuita para outro comboio da mesma categoria e classe.
Autocarros
Na Carris, o Tribunal Arbitral definiu serviços mínimos para um conjunto de carreiras consideradas essenciais por assegurarem ligações a hospitais, centros de saúde, escolas e universidades.
As carreiras 703, 708, 717, 726, 735, 736, 738, 751, 755, 758, 760 e 767 vão funcionar a 100% entre as 06h00 e as 09h00 e entre as 16h00 e as 19h00.
Nas restantes horas do dia, essas mesmas carreiras vão assegurar 50% da oferta habitual.
Na STCP, admitiu “algum impacto” no serviço em todas as linhas na quarta-feira devido à greve geral, mas a expectativa é a de que os constrangimentos sejam ultrapassados, disse à Lusa fonte da STCP.
Metro de Lisboa
O Metropolitano de Lisboa vai interromper a circulação a partir das 23h00 de terça-feira e durante toda a quarta-feira.
Não foram decretados serviços mínimos para a circulação de composições e a empresa prevê retomar a operação apenas às 06h30 de quinta-feira.
Metro do Porto
O Metro do Porto vai manter a circulação no tronco comum entre a Senhora da Hora e o Estádio do Dragão e na Linha Amarela entre Santo Ovídio e o Hospital de São João.
As restantes extensões das linhas Azul, Verde, Vermelha, Violeta e Laranja não terão serviço para além das estações abrangidas pelo tronco comum. Na Linha Amarela ficará igualmente suspensa a circulação entre Santo Ovídio e Vila d’Este.
Os comboios circularão com intervalos de 15 minutos entre as 07h00 e as 20h00 e de 30 minutos entre as 06h00 e as 07h00 e entre as 20h00 e as 24h00.
A operação encerrará mais cedo na noite de terça-feira, com as últimas partidas entre as 22h00 e as 23h00.
A empresa indicou ainda que a linha Boavista-Império do metrobus poderá não funcionar durante a greve. Já o serviço alternativo ISMAI-Trofa manterá a oferta habitual de um dia útil.
Transportes fluviais
O Tribunal Arbitral decidiu não decretar serviços mínimos para a Transtejo Soflusa no transporte regular de passageiros.
A decisão determina apenas a prestação dos serviços considerados estritamente necessários para garantir a segurança dos navios, terminais, cais, pontões e restantes infraestruturas operacionais.
Segundo o acórdão, estes serviços não incluem a realização de carreiras, viagens ou transporte regular de passageiros.
Aviação
Os controladores de tráfego aéreo vão aderir à greve geral.
Os serviços mínimos acordados para a NAV Portugal permitirão assegurar 74% da capacidade declarada de movimentos por hora no aeroporto de Lisboa, 66% no Porto e 53% em Faro.
A empresa adiantou que estes serviços permitirão corresponder aos voos abrangidos pelos serviços mínimos das companhias aéreas, mas antecipou constrangimentos e atrasos nas operações, em particular nos voos que atravessam o espaço aéreo português.
Nos Açores, o grupo SATA anunciou ajustamentos preventivos na operação da SATA Air Açores e da Azores Airlines para reduzir cancelamentos de última hora e atrasos significativos.
Os passageiros poderão alterar gratuitamente as reservas para viagens entre 1 e 7 de junho, sem penalizações nem diferenças tarifárias.
O grupo recomenda ainda a realização antecipada do “check-in”, a chegada mais cedo aos aeroportos e, sempre que possível, o transporte de bagagem apenas em cabine.
Fonte: www.rr.pt
Crédito da imagem: Estela Silva / Lusa