A Biblioteca Nacional de Portugal inaugurou no último dia 05 de maio duas exposições dedicadas ao poeta Luís de Camões, integradas nas comemorações dos 500 anos do seu nascimento, e segue até 15 de setembro.
No piso 0, a exposição “No Rasto de Luís de Camões”, com curadoria de Vanda Anastácio, propõe uma leitura da construção histórica da figura do poeta.
Organizada em quatro núcleos, aborda as dificuldades em reconstituir a sua biografia, a identificação da sua obra, o contexto científico e tecnológico do Renascimento e a presença de Camões na música, através de partituras inspiradas na sua vida e nos seus versos.
Segundo a curadora, “os primeiros usos coletivos da biografia e da obra camonianas datam do início do século XVII, do tempo da Monarquia Dual”, sublinhando que a associação entre Camões e a identidade nacional se prolongou ao longo dos séculos, com leituras diversas e, por vezes, opostas.
Ao longo do século XX, acrescenta, a sua obra foi apropriada tanto por discursos do Estado Novo como por movimentos de contestação que a transformaram em instrumento de reivindicação.
Através de uma abordagem interartes, a exposição coloca em diálogo a obra de Camões com trabalhos de artistas e autores contemporâneos, entre os quais Adrian Paci, Alberto Carneiro, Ângela Ferreira, Carminho, Jorge de Sena e Domingos Sequeira.
O projeto expositivo tem desenho de Francisco Aires Mateus e grafismo de Pedro Falcão.
As duas exposições integram o programa oficial das comemorações dedicadas a Camões, centrando-se tanto na construção da sua memória ao longo do tempo como na atualidade da sua obra no diálogo com a criação contemporânea.
Fonte e crédito da imagem: www.sapo.pt