O Brasil venceu a Escócia por 3-0 nesta quarta-feira no estádio Hard Rock Stadium, em Miami, e se classificou em primeiro lugar no Grupo C, juntamente com a seleção de Marrocos, que alcancçou a segunda colocação ao ganhar do Haiti por4-2.
O craque do Real Madrid Vinicius Jr. bisou na partida, e Matheus Cunha completou o placar.
Vinicius Júnior meteu golo em todos os jogos da fase de grupos, algo que no passado só fizeram Ronaldo e Rivaldo em 2002, Romário em 1994 e Jairzinho em 1970.
Este último, uma lenda do Botafogo, marcou nos seis jogos do Campeonato do Mundo do México: Checoslováquia, Inglaterra, Roménia, Peru, Uruguai e, na final, Itália.
O Brasil de Carletto começa a encontrar-se. Lá atrás, a defesa ainda não foi verdadeiramente testada, é certo, mas Casemiro mais 6, juntamente com Lucas Paquetá, que começou mal e melhorou, e sobretudo com Bruno Guimarães, comparado a Dunga em 1994, começam a impor respeito.
À frente, Vini está livre como um passarinho finalmente, lembrando-se que joga no maior clube da história e na melhor seleção da história. Deu o passo em frente e cada vez que toca na bola é uma ameaça, está a jogar perto da baliza. Rayan, menino do Vasco da Gama acarinhado por Fernando Diniz, tem potência e pé para ser o bom substituto de Raphinha, lesionado.
Ao intervalo estava 2-0, com o bis de Vini Jr. Estava fácil, na verdade, ainda que o Brasil demonstre ser vulnerável a correr para trás.
Do outro lado, McTominay teve poucas oportunidades. McGinn idem. Já Andy Robertson, que antes do Mundial recebeu uma carta emotiva da senhora de Diogo Jota, também esteve mais ou menos anónimo. Este duelo remonta ao passado: em 1998, os britânicos deram muito trabalho à canarinha.

Em 1982, com o futebol-arte regado por Telê Santana, o Brasil esmagou os rapazes de azul, por 4-1: golos de Zico, Oscar, Falcão e o senhor golaço de Éder, que deixou Alan Rough a olhar para as nuvens. Reza a lenda que Graeme Souness, uma fera da Escócia que depois treinaria o Benfica, respondeu ao “que ganhe o melhor” do árbitro com um “espero que não”…
O jogo caiu um pouco na segunda parte. E começou o protocolar mexe-mexe das substituições. Fabinho e Martinelli, primeiro.
Depois, o momento mais esperado pelos brasileiros… e por quem gosta de futebol: Neymar da Silva Santos Júnior, natural de Mogi das Cruzes, entrou em campo, o que não acontecia pela seleção desde outubro de 2023. Matheus Cunha, autor do 3-0 e da celebração à surfista hesitante e com estilo, saiu com um sorriso rasgado. O abraço foi fraterno e honesto.
O mago dos magos, que se senta à mesa com lendas de tempos idos, gerava um rebuliço espiritual sempre que tocava na bola.
Meteu 12 dos 13 passes que tentou, fez quatro cruzamentos, atirou uma bala à baliza., e se tornou o quarto brasileiro da história a disputar quatro Mundiais, depois de Djalma Santos (1954-1966), Pelé (1958-1970) e Cafu (1994-2006).
Já Endrick, o menino que o povo tem pedido incessantemente e que já gerou uma imparável e gloriosa onda de memes nas redes sociais, entrou aos 82’ por Rayan. Jogou perto do cal, do lado direito, o que não o beneficia muito.
O Brasil terminou o jogo contra a Escócia, em que garantiu o primeiro lugar, com Vinicius Jr., Neymar e Endrick na frente. Três gerações, muita bola.
Fonte: www.rr.pt
Crédito da imagem: Reuters
