André Ventura divulgou esta segunda-feira, três dias depois do que estava previsto, um vídeo que formaliza a sua intenção de se candidatar à Presidência da República nas eleições previstas para janeiro ou fevereiro de 2026
.Sob o lema “uma nação livre de corrupção”, esta candidatura assenta em “cinco eixos”, explicou o líder do Chega no vídeo, que abarcam vários temas que o Chega já incluiu várias vezes na sua narrativa, dentro de fora do plenário: Corrupção, justiça, forças de segurança, jovens e imigração.
No vídeo, o mote para a candidatura surge sob a forma de um aviso do líder do Chega: “Para que os portugueses saibam ao que vêm e em que votam quando chegar o dia da escolha.”
“A luta contra a corrupção tem sido para mim, desde o início da minha carreira política, um marco fundamental”, explicou, antes de avançar com o tema que dá nome à sua candidatura: “Garantir que o sistema é impermeável à corrupção, ao compadrio, às cunhas, tem sido uma luta todos os dias, no Parlamento, nas autarquias, em toda a ação política.”
Num tom prescritivo, André Ventura defende que um “Presidente da República tem que ser capaz de dizer ao sistema que tem mesmo que mudar nesta matéria [corrupção]”.
“A garantia de que o sistema é impermeável ao conluio, ao compadrio, à cunha, que tanto tem destruído o nosso país, é uma ação fundamental que um Presidente da República deve ter. Exigir transparência ao Governo, exigir consequência quando se falha no cumprimento da lei e da integridade, exigir consequências. É isso que não temos tido dois Presidentes da República”, acusou.
Sobre os jovens, Ventura descreveu aquilo que considera ser o maior problema: “Quando chega a idade do trabalho, quando terminam os seus cursos, muitos pensam em ir para os países mais desenvolvidos do mundo, mas devíamos ser nós, devia ser Portugal onde eles queriam ficar.”
Em relação às forças de segurança, o líder do Chega, sobre o seu partido, diz que “essa tem sido uma batalha que praticamente” travaram sozinhos.
“Temos tido um conjunto de casos que o país todo tem acompanhado, que o poder político, os políticos, preferem estar ao lado dos bandidos, ao lado de quem comete crimes, ao lado de quem ameaça as forças de segurança do que ao lado das polícias”, advertiu, antes de prometer que será “também o presidente de todas as forças de segurança”.
“Portugal precisa de um presidente com uma voz firme. Nestas áreas, como da imigração”, afirmou, enquanto considerava que “aquilo que tínhamos há três, quatro anos não é hoje a realidade dos portugueses no dia a dia”.
No vídeo, surge uma voz feminina que vai reforçando alguns dos tópicos abordados pelo líder do Chega. Neste caso em concreto diz que Portugal precisa de um Presidente que “ame e orgulhe os valores nacionais” e “que não tenha medo ou vergonha dos símbolos nacionais”.
“Sabem que podem contar comigo, sabem que podem contar com uma voz forte e firme, mesmo que incómoda, contra os interesses instalados no sistema. Sabem que podem contar com a coragem de os enfrentar a todos sem medo e é isso que farei nesta campanha presidencial”, indica André Ventura, antes de terminar com uma vaticínio: “Nós vamos ter o país que merecemos.”
Fonte: Diário de Notícias / Portugal
Crédito da imagem: António Pedro Santos / Lusa