O Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra vai permanecer encerrado ao público, “em princípio, quatro meses”, avança Margarida Balseiro Lopes. A ministra da Cultura, Juventude e Desporto está nesta segunda-feira 916) em visita às zonas afetadas pelo mau tempo.
Em entrevista à Renascença, depois de passar por Coimbra, a ministra refere que além dos estragos no Machado Castro, onde “voaram chapas e telhas”, há também “muitas infiltrações” na Sé Velha de Coimbra que vai precisar de uma intervenção que poderá demorar “18 meses” e problemas estruturais na Cerca de Santo Agostinho, onde “o terreno não está ainda estabilizado”.
Esta é a terceira vez que a ministra visita equipamentos culturais atingidos não só pela Depressão Kristin como pelas tempestades e chuvas que se seguiram. Face ao que tem visto e escutado, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto anuncia que vão alargar o prazo para as candidaturas da Direção-Geral das Artes.
“Tem sido pedido por muitos agentes culturais, estruturas e artistas a prorrogação dos prazos dos concursos”, indica Balseiro Lopes. Em causa estão as candidaturas a projetos e ao programa de apoio em parcerias cujos prazos terminavam, uns a 20 de fevereiro, outros a 10 e 12 de março.
Segundo a governante, vão ser dadas mais três semanas para “permitir que aquelas que eram as reivindicações, e bem, do setor — que teve aqui uma situação excecional — possa ter um prazo mais dilatado para que consiga preparar as candidaturas”.
Numa altura em que quatro museus que dependem da administração central estão na lista de equipamentos com problemas causados pelo mau tempo, a ministra Margarida Balseiro Lopes confirma ainda a criação, “nas próximas semanas” de uma linha extraordinária de apoio aos museus da Rede Portuguesa de Museus”.
Esta linha implica “um investimento de 1 milhão de euros”, detalha a titular da Cultura que sublinha haver “21 museus que não são do Estado central, são de iniciativa privada ou municipal, dos quais 17 já sinalizaram problemas de infiltrações, inundações e em coleções” derivado do mau tempo. “Esta linha vai permitir acudir a essas situações”, indica.
Questionada pela Renascença, sobre novos problemas que possam ainda não estar diagnosticados, a ministra admite que possam surgir “mais reportes de outras situações”. Numa altura em que os Museus e Monumentos e o Património Cultural mantém no terreno equipas a fazer o levantamento dos casos, a ministra admite que possam ainda surgir consequências a longo prazo, sobretudo depois da chuva intensa dos últimos dias.
Fonte: ww.rr.pt
Crédito da imagem: Nuno Veiga / Lusa