A Air France-KLM (AFK) confirmou a entrega de uma proposta não vinculativa pela TAP. Foi a primeira empresa a confirmar a entrega da proposta.
Termina nesta quinta-feira (02) o prazo para a entrega das propostas não-vinculativas por 45% da TAP. Segue-se o período de ‘due dilligence’ até 1 de julho, data-limite para entrega das propostas vinculativas.
No seu comunicado, a companhia destaca que tem uma “vasta experiência a trabalhar com acionistas estatais. Acreditamos que esta experiência de parceria é um testemunho da importância estratégica da aviação para uma nação”.
E sublinha que Lisboa será o “hub único do Grupo no Sul da Europa, oferecendo uma vasta conectividade, nomeadamente para as Américas – incluindo o Brasil, um mercado fundamental tanto para a TAP como para a Air France-KLM – e para África”, ao contrário da IAG que conta com o aeroporto de Barajas em Madrid como hub da Iberia.
Ao contrário das outras duas companhias interessadas, a AFK continua sem fazer menção à obtenção da maioria do capital da TAP, algo que, precisamente, não está previsto nas regras.
Outro dos destaques da sua proposta é a salvaguarda da “conectividade para a diáspora portuguesa”, tal como exigido.
A companhia franco-neerlandesa considera que a TAP “beneficiaria da integração numa organização comercial de âmbito mundial, que abrange a Air France, a KLM e a Transavia, bem como de uma estreita colaboração com a Delta Air Lines e a Virgin Atlantic, parceiras da Air France-KLM na Joint Venture transatlântica.
Isto ajudaria a TAP a concretizar a sua visão de “abraçar o mundo”. Uma vez que a TAP e a Air France-KLM operam redes muito complementares, Portugal, como um todo, beneficiaria de um aumento da conectividade aérea”.
A companhia diz que “privilegia a cooperação dentro de um enquadramento claro, concebido para maximizar as sinergias económicas e operacionais.
Este modelo permitiria à TAP beneficiar plenamente de uma integração suave num grupo de maior dimensão, robusto, com economias de escala e um alcance global, reforçando a sua competitividade.
Esta cooperação estender-se-ia a todas as áreas de negócio e incluiria um foco na descarbonização — uma prioridade estratégica fundamental para a Air France-KLM”.
A Air France-KLM diz ter um “track record claro na preservação e crescimento de marcas históricas e quer permitir que a TAP se mantenha fiel à sua herança portuguesa, ao mesmo tempo que potencia a sua identidade distintiva no cenário global. Isto reforçaria o crescimento sustentável da TAP e o desenvolvimento regional em Portugal”.
Benjamin Smith presidente do Grupo Air France-KLM disse que a TAP conta com um “hub forte em Lisboa, uma marca valiosa e uma proposta de valor única que proporciona conectividade e orgulho a milhões de portugueses. Acreditamos firmemente que o próximo capítulo da história desta companhia aérea deve ser escrito enquanto parte do Grupo Air France-KLM, partindo deste legado e elevando a TAP a um novo patamar.
A TAP encaixa totalmente na estratégia multi-hub da Air France-KLM, e o nosso objetivo é reforçar as operações em Lisboa, ao mesmo tempo que desenvolvemos a conectividade noutras cidades do país, incluindo o Porto. Aguardamos com expectativa as próximas etapas deste processo de privatização.”
Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Lusa