Turismo de Portugal não quer que portugueses procurem mais longe com nova campanha de turismo interno

“Não Procures Mais Longe. Encontra o teu país” é a nova campanha de turismo interno do Turismo de Portugal com a qual convida os portugueses a redescobrirem Portugal e a valorizarem as experiências que se encontram tão próximas.

Na apresentação pública, realizada esta terça-feira, 19 de maio, em Porto de Mós, Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal deixou claro que “o melhor que temos é a diversidade e a riqueza do nosso país, que são aliás, os melhores desafios”, já que “ajuda-nos a construir uma sociedade mais coesa, mais saudável e mais consciente de si próprio”.

Carlos Abade admitiu, durante a apresentação da campanha que, “quanto mais conhecemos Portugal, melhor compreendemos o país que somos. E quanto melhor compreendemos Portugal, mais forte se torna a nossa capacidade coletiva de construir um país mais integral, mais sustentável, mais unido”.

Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, frisou, durante a apresentação da nova campanha de turismo interno que, “quanto melhor compreendemos Portugal, mais forte se torna a nossa capacidade coletiva de construir um país mais integral, mais sustentável, mais unido”.

“É este o espírito desta campanha, uma campanha que convida os portugueses a descobrirem Portugal e a valorizarem aquilo que está próximo, da natureza ao património, de experiências culturais e vivências autênticas, muitas vezes a poucos quilómetros de casa”.

Por isso, reconheceu o presidente do Turismo de Portugal, “ao fazê-lo [descobrir Portugal], afirmamos a confiança nos territórios e nos portugueses, assim como na capacidade que o seu turismo tem de ser um promotor ativo e, por excelência, do processo de recuperação do país perante os prejuízos causados pelas tempestades que assolaram Portugal no início deste ano”.

Uma viagem “emocional” por Portugal

Já Lídia Monteiro, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, que decompôs a nova campanha reconheceu que, “quanto mais conhecemos Portugal, mais vontade temos de visitar as nossas terras, de compreender melhor os desafios que os territórios têm”.

Por isso, frisou que esta campanha tem justamente esse contexto, ou seja, “em primeiro lugar, é uma campanha que é dirigida ao público interno, que tem o objetivo de mobilizar os portugueses, de estimular os portugueses escolherem Portugal para as suas viagens e dessa forma também poderem conhecer melhor o seu país”, admitindo que “o país mudou muito nos últimos anos e provavelmente há cantos do nosso Portugal que não conhecem e que os vai deslumbrar”.

A responsável do Turismo de Portugal explicou ainda que “esta campanha tem também a função de podermos ter no turismo interno a capacidade de regenerar os nossos territórios e ajudar cada vez mais a termos territórios e empresas cada vez mais fortes”, que convida inequivocamente os portugueses e os mobiliza para escolherem Portugal e as suas diferentes geografias para os seus períodos de lazer”.

Além de destacar a pluralidade da campanha, o seu fator inclusivo, Lídia Monteiro frisou que se trata de uma campanha “emocional, porque viajar é, acima de tudo, procurar emoções, viver emoções e trazer emoções”, justificando que o objetivo da nova campanha é “transportar essas emoções e relacioná-las com o nosso território”.

O extraordinário bem próximo

Já Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, depois de reconhecer que “o turismo é uma das principais atividades económicas nacionais, gera emprego, promove investimento, valoriza o património e contribui para a coesão territorial”, destacou que é, também, “um instrumento concreto de recuperação”, aludindo ao território devastado pela tempestade Kristin nos meses de janeiro e fevereiro.

Por isso, Castro Almeida reconheceu que, mais do que promover destinos, “estamos a ativar uma resposta económica e social. Estamos a dizer aos portugueses que fazer férias em Portugal, e em especial nestes territórios, é também um ato de compromisso e de solidariedade”.

O ministro salientou, no entanto, que o momento que vivemos “exige muito mais. Exige crescer com mais valor, com mais equilíbrio e com maior impacto no território”.

E se neste início de ano o crescimento tem sido, segundo palavras de Castro Almeida, “mais moderado”, o ministro apontou que, “apesar de tudo, falamos de crescimento”.

Assim, aproveitou para referir os números do Banco de Portugal, relativamente ao primeiro trimestre de 2026, e que apontou para receitas que ultrapassaram os 5,1 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de cerca de 3,8% face ao mesmo período do ano anterior, indicando ainda que “só no mês de março, as exportações associadas ao turismo cresceram 6,7%, atingindo mais de 2 mil milhões de euros”.

Por isso, referiu Castro Almeida, “são números que confirmam que, mesmo num contexto mais exigente, o turismo continua a afirmar-se como um dos principais motores da economia portuguesa”.

Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, deixou uma mensagem clara durante a apresentação da nova campanha do Turismo de Portugal: “Nos próximos meses, quando pensarmos em férias ou numa pausa, lembremo-nos de que não é preciso procurar longe. Há um país inteiro à nossa espera”.

Quanto à ideia que por vezes surge no debate público de que Portugal tem turistas a mais, Castro Almeida afirmou que “essa é uma perceção não corresponde à realidade do país como um todo”.

“É verdade que em determinados períodos do ano, e em alguns locais específicos, existe maior pressão. Mas isso não acontece todo o ano, nem acontece em todo o território. O que temos, isso sim, é a necessidade de distribuir melhor os fluxos, no espaço e no tempo, e de valorizar mais os territórios”, salientando que “é precisamente por isso que o turismo interno assume uma importância estratégica e é um instrumento central de política pública”.

A conclui e pegando no mote da nova campanha – “Não procures mais longe. Encontra o teu país” – o ministro da Economia e Coesão Territorial admitiu que, “durante muito tempo associámos o valor das férias à distância, como se mais longe fosse melhor. Mas esta campanha convida-nos a olhar de forma diferente. Mostra-nos que o extraordinário está aqui, próximo, acessível, autêntico e cada vez mais reconhecido por quem nos visita”.

Por isso, terminou a dizer que “fazer turismo em Portugal não é ficar mais perto, é abrir horizontes. Conhecer o nosso país é descobrir diversidade, cultura, paisagem, identidade. E é também ganhar mundo. Por isso, o desafio é simples”.

Ou seja, “nos próximos meses, quando pensarmos em férias ou numa pausa, lembremo-nos de que não é preciso procurar longe. Há um país inteiro à nossa espera. Há territórios que precisam de nós e que nos recebem de braços abertos. Escolher Portugal é investir em Portugal. É também descobrir o mundo dentro do nosso próprio país”, disse Manuel Castro Almeida.

Uma campanha que associa emoções ao território

Num contexto único para comunicar com os portugueses, a nova campanha do Turismo de Portugal mostra que o mais importante de uma viagem são as emoções e que essas podem-se encontrar bem perto. De uma forma surpreendente a campanha associa emoções ao território, evocando uma toponímia imaginada e criativa.

Assim, a Calma, a Aventura, a Quietude, o Espanto, as Certezas e a Felicidade, são exemplos de emoções que se tornam no nome de lugares, como a Serra da Quietude, Cascata da Paz, Aldeia da Calma, Castelo de Certezas, Praia do Espanto ou o Rio Feliz.  Ainda que os nomes sejam imaginados, o território é autêntico e verdadeiro e é feito um mapeamento geográfico do país, onde se evocam múltiplos lugares de referência, fazendo recordar a diversidade de cidades, vilas e aldeias de Portugal.

Descobrimos o Castelo de Certezas, como uma muralha, sem pressa para onde ir, com o tempo a dizer-nos que certamente já devíamos ter estado ali, porque fica em Porto de Mós, a apenas 15km de Leiria.

Ou, a 30 km de Coimbra, fica a Aldeia de Calma, que na verdade é a aldeia do Talasnal, com ruas que andam devagar, onde observamos e respiramos calma. Entre muitos outros destinos, a campanha revela-nos também a Praia do Espanto que fica a 5 km de Setúbal e que é a espantosa praia de Galapos. A quietude encontramos na Serra de Montesinho, a 40 km de Braga e o Rio Feliz fica ali a 15 km de Portimão, no Arade.

A campanha, que terá duas fases de comunicação, uma entre maio e junho e outra de setembro a novembro, integra filmes de televisão, spots de rádio e conteúdos digitais que evocam as emoções associadas à descoberta, ao bem-estar e à diversidade das diferentes regiões do país, valorizando a autenticidade da oferta turística nacional.

A iniciativa surge num contexto em que várias regiões enfrentam uma necessidade acrescida de dinamização económica, na sequência dos impactos provocados pelas tempestades ocorridas durante o inverno deste ano.

Fonte e crédito das imagens: O Jornal Económico / Portugal