A atriz e realizadora portuguesa Júlia Buisel vai ser homenageada durante a 13.ª edição do Leiria Film Fest, que se realiza entre esta terça-feira (5) e domingo (10), anunciou a organização do festival internacional de curtas-metragens.
“Figura incontornável do cinema português”, Júlia Buisel conta com um percurso profissional que é um “testemunho raro de dedicação integral ao cinema, feito de versatilidade, rigor e permanência”, realçam os responsáveis do festival no comunicado.
Além da representação e realização, Júlia Buisel, nascida em 1939, trabalhou como assistente de encenação, realização e produção, foi autora, anotadora e ‘script supervisor’.
Com Manoel de Oliveira manteve uma longa colaboração, contribuindo para “múltiplas obras que integram o património essencial do cinema nacional e internacional”.
Em 2019, Júlia Buisel foi reconhecida pela Academia Portuguesa de Cinema com a atribuição do prémio Bárbara Virgínia.
Em maio, é Leiria que homenageia a atriz e realizadora, pelo “trabalho construído com consistência e entrega, que atravessa diferentes funções, géneros e gerações”, deixando “uma marca significativa no cinema português”, tanto “entre bastidores e também enquanto autora”.
A cerimónia, agendada para a abertura do festival amanhã, dia 5, a partir das 21h00, no Teatro Miguel Franco, inclui a exibição de duas das curtas-metragens da realizadora.
O festival de Leiria mostra até domingo um total de 65 filmes, 40 dos quais candidatos a oito categorias competitivas. A seleção vai revelar “um conjunto notável de curtas-metragens nacionais e internacionais”, que se distinguem pela “diversidade estética, cultural e temática”.
O conjunto de sessões competitivas desta 13.ª edição constitui “um mosaico de olhares e sensibilidades que reflete bem a vitalidade do cinema de autor contemporâneo”, com criações que cruzam “geografias, estilos e formas de olhar o mundo”.
Além da exibição de cinema, o Leiria Film Fest promove conversas com realizadores, sessões para crianças, ‘masterclasses’ e ‘workshops’ para famílias”, atividades que se repartem pelo Teatro Miguel Franco, o Teatro José Lúcio da Silva e o Mercado Santana.
Segundo a organização, o festival pretende transmitir “uma visão contemporânea e inclusiva do cinema enquanto instrumento artístico e social”, assumindo-se como “um espaço de descoberta, reflexão e celebração do cinema em forma breve”.
Fonte e crédito da imagem: Diário de Leiria / Portugal1