A economia portuguesa cresceu 2,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado e registou uma variação nula em relação ao último trimestre de 2025, estimou o INE (Instituto Nacional de Estatística).
Segundo uma primeira estimativa provisória sobre as contas nacionais apresentada pelo INE nesta quinta-feira (30), o crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de janeiro a março em termos homólogos beneficiou de um “contributo positivo da procura interna”, com uma aceleração do investimento.
Em relação à dinâmica do comércio externo e ao contributo das exportações para a evolução da economia em termos homólogos, os dados do INE indicam que “a procura externa líquida registou um contributo mais negativo, verificando-se uma aceleração mais pronunciada das importações de bens e serviços que das exportações de bens e serviços”.
Em 2025, o PIB cresceu 1,6% em termos homólogos no primeiro trimestre, seguindo-se variações de 1,7% no segundo, 2,2% no terceiro e 1,9% no quarto, antes de se registar o crescimento de 2,3% no período de janeiro a março de 2026.
Quanto à trajetória da economia em cadeia – do quarto trimestre de 2025 para o primeiro deste ano –, a síntese estatística do INE mostra que o PIB “registou uma variação nula em volume, após um crescimento de 0,9% de outubro a dezembro de 2025.
Na leitura do PIB em cadeia, o contributo da procura externa líquida reflete “uma recuperação das importações de bens e serviços mais significativa que das exportações de bens e serviços”, refere o INE.
Em sentido contrário, “o contributo da procura interna passou a positivo, verificando-se uma aceleração expressiva do investimento, enquanto o consumo privado abrandou”, indica o instituto estatístico.
Os dados hoje divulgados correspondem a uma estimativa provisória. Os resultados detalhados são públicos em 29 de maio.
A estimativa rápida de hoje inclui “nova informação primária, “incluindo as estatísticas do comércio internacional de bens para o 4.º trimestre de 2025”, que “não implicou revisões das taxas de variação homóloga e em cadeia do PIB, divulgadas na edição das contas nacionais trimestrais por setor institucional de 26 de março de 2026”, enquadra o INE.
Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico (com Lusa) / Portugal