Durante o ano de 2025, Cabo Verde recebeu 1.248.052 hóspedes, representando uma variação positiva de 6% em relação ao ano de 2024, segundo avançam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal.
Já as dormidas atingiram 6.120.204 no mesmo período, traduzindo-se numa variação positiva de 8,3% em relação ao ano de 2024.
Os não residentes em Cabo Verde originaram 95,5% das entradas e 97,6% das dormidas, enquanto os residentes em Cabo Verde originaram 4,5% das entradas e 2,4% das dormidas.
Da análise do INE de Cabo Verde conclui-se que a estrutura da procura externa revela uma forte concentração em mercados europeus, com o Reino Unido a manter-se como o principal mercado emissor, com 29,3% das entradas de não residentes e 33,5% das dormidas.
Seguiram-se Portugal (12,1% das entradas e 12,7% das dormidas), Alemanha (10,5% e 10,6%), França (10,1% e 7,7%) e Bélgica + Holanda (7,5% das entradas e 7,8% das dormidas).
No conjunto, estes cinco principais mercados emissores concentraram 69,6% das entradas e 72,3% das dormidas dos não residentes, evidenciando um elevado grau de concentração da procura turística. Os restantes países, considerados em conjunto, representaram 30,4% das entradas e 27,7% das dormidas
Numa análise mais fina, regista-se que do Reino Unido entraram perto de 350 mil hóspedes cujas dormidas somaram mais de 2 milhões.
Portugal surge em segundo lugar com pouco mais de 144 mil hóspedes e quase 760 mil dormidas, embora se destaque como o mercado com maior crescimento dentro do Top 5 (+39,8%).

Em terceiro e quarto lugar surgem a Alemanha, com 125 mil hóspedes e 631 dormidas, seguida da França com 121 mil hóspedes e 460 dormidas.
O Top 5 dos mercados emissores para Cabo Verde é fechado com a Bélgica e Holanda que somaram, em 2025, 90 mil hóspedes e 464 mil dormidas.
De acordo com o INE de Cabo Verde, em todos os trimestres de 2025, verificaram-se acréscimos nos hóspedes e nas dormidas face ao ano de 2024, destacando-se o quarto trimestre com 400 mil hóspedes e 1,7 milhões de dormidas.
Emergentes ganham relevância. Long curso é mais moderado
Para além dos mercados tradicionais, Cabo Verde regista uma evolução positiva em geografias emergentes, reforçando a diversificação da procura turística.
O mercado da Europa de Leste atingiu 87,1 mil hóspedes (7%), com destaque para a Polónia, que lidera o crescimento com 44%. Também o mercado escandinavo apresentou uma evolução significativa, com 85,4 mil hóspedes (+18%), impulsionado sobretudo pela Suécia, que cresce 33% e representa mais de 70% deste segmento.

No sul da Europa, excluindo Portugal, o destaque vai para Espanha, que registou 48 mil hóspedes e um crescimento de 44%, confirmando-se como um dos mercados com maior potencial de expansão para o destino. Por contraste, Itália apresenta uma evolução negativa (-17,8%), reforçando a procura de outros destinos.
Nos mercados de longo curso, os mercados americanos continuam a representar uma fatia mais reduzida da procura (1,1%), com 15,4 mil hóspedes, liderados pelos Estados Unidos da América (+5,4%).
Já o mercado africano evidencia sinais de crescimento, com 7,8 mil hóspedes, destacando-se Marrocos com um aumento expressivo de 62%.
Sal domina
A ilha do Sal continua a ter maior acolhimento, com 57,7% do total das entradas nos estabelecimentos hoteleiros, seguida da ilha da Boa Vista com 24,4%, Santiago com 8,1%, São Vicente com 4,4%, e Santo Antão com 3,5%. As restantes ilhas tiveram um peso de 1,8% das entradas.
Os hóspedes provenientes do Reino Unido concentraram as suas dormidas essencialmente nas ilhas do Sal (51,4%) e da Boa Vista (48,2%), com expressão residual nas restantes ilhas.
Em termos de tipo de alojamento, verificou-se o predomínio dos hotéis, que representaram 79,5% das dormidas, seguidos pelos hotéis-apartamentos (20,4%).
As dormidas dos hóspedes residentes em Portugal distribuíram-se maioritariamente pela ilha do Sal (76,9%), seguida da Boa Vista (14,1%) e de Santiago (6,1%), sendo residual nas restantes ilhas.

Os hotéis constituíram o principal tipo de estabelecimento, concentrando 91,7% das dormidas, seguidos pelos hotéis-apartamentos (7,4%).
No caso da Alemanha, as dormidas repartiram-se sobretudo entre a Boa Vista (49,4%) e o Sal (43,4%), com menor expressão em Santiago (3,0%) e nas restantes ilhas. Os hotéis foram igualmente predominantes, representando 87,1% das dormidas, seguindo-se os hotéis-apartamentos (10,3%).
Os hóspedes provenientes de Bélgica + Holanda concentraram as suas dormidas nas ilhas do Sal (49,3%) e da Boa Vista (43,8%), registando valores residuais nas restantes ilhas.
Quanto ao tipo de alojamento, os hotéis representaram 84,0% das dormidas, seguidos pelos hotéis-apartamentos (13,1%).
Por sua vez, os hóspedes provenientes da França apresentaram uma distribuição mais diversificada das dormidas, destacando-se o Sal (42,4%) e a Boa Vista (31,5%), mas também com alguma relevância em Santo Antão (9,5%) e Santiago (7,1%).
Relativamente ao alojamento, os hotéis foram os mais utilizados, 81,8% das dormidas, seguidos pelos hotéis-apartamentos (5,4%).
No ano de 2025, a estadia média nos estabelecimentos hoteleiros foi de 4,8 noites. Comparando com o ano anterior, houve um aumento de 0,2 noites (4,6 noites no ano de 2024).
Ainda, segundo o conjunto dos principais países emissores, os visitantes provenientes da Lituânia foram os que tiveram maior permanência média em Cabo Verde no período em análise (6,0 noites).
A seguir estão os provenientes da Itália (5,8 noites) e Reino Unido (5,7 noites). Do lado contrário, os visitantes que tiveram menor permanência nos estabelecimentos hoteleiros foram os marroquinos (1,7 noites).
Para Jair Fernandes, presidente do Instituto do Turismo de Cabo Verde (ITCV) “os dados confirmam que o turismo em Cabo Verde continua forte nos mercados europeus, embora com sinais claros de diversificação e crescimento em novos mercados emissores”.
Jair Fernandes concluiu ainda que “a evolução positiva de países como Portugal, Espanha e Polónia evidencia o potencial de expansão do destino, enquanto a volatilidade em alguns mercados tradicionais reforça a importância de uma estratégia de promoção internacional ajustada e dinâmica”.
Fonte: www.publituris.pt
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