O Secretariado Nacional da UGT rejeitou esta quinta-feira (23), por unanimidade, a última versão da proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo, uma decisão que, segundo o secretário-geral Mário Mourão, não fecha a porta ao diálogo.
À saída da reunião extraordinária, o dirigente sintetizou o sentido da votação ao afirmar que “a rejeição foi por unanimidade”, sublinhando, contudo, que a central sindical mantém a sua postura tradicional de negociação.
Nesse sentido, Mourão explicou que a UGT “continuará, como sempre foi a sua matriz negocial e de diálogo, disponível”, deixando nas mãos do executivo o futuro das conversações. “A UGT espera que o Governo diga se quer continuar a fazer um esforço para que possa haver um acordo, ou se considera que encerra aqui a discussão”, afirmou.
UGT está sempre disponível e aberta
A abertura ao diálogo mantém-se, desde que existam novas propostas: “se houver alguma proposta por parte do Governo que ainda seja possível aproximar posições, a UGT está sempre disponível e aberta”.
Entre os principais pontos de discórdia continuam várias matérias consideradas essenciais pela central sindical. Mourão destacou “a questão do outsourcing, do banco de horas, da jornada contínua, da remissão abdicativa” e ainda “a não reintegração do trabalhador tendo sido despedido ilicitamente”, frisando que estas posições não são novas. “O Governo tem conhecimento disso e os parceiros sociais também. Isto esteve em discussão à mesa”, referiu.
Perante notícias de eventuais divisões internas, o líder sindical foi perentório: “a UGT não está dividida, está mais reforçada, mais unida e determinada em lutar pela defesa dos trabalhadores”.
Quanto aos próximos passos, a central sindical irá comunicar formalmente a decisão ao Governo e aguardar desenvolvimentos, reiterando que “a única certeza é que a UGT está disponível para continuar o diálogo e a negociação”.
Se o diploma avançar, a UGT atuará junto do Parlamento, assegurando que “estará junto dos grupos parlamentares para tentar melhorar a proposta” e que “não vai baixar os braços” na defesa dos trabalhadores.
Fonte: www.rr.pt
Crédito da imagem: Manuel de Almeida / Lusa