Novo concurso vai combater falta de professores nas escolas, garante ministro

O ministro da Educação acredita que o novo modelo de concursos de professores que o Governo quer implementar vai ajudar a resolver o problema da falta de docentes nas escolas.

Esta segunda-feira (20), a equipa de Fernando Alexandre apresentou aos sindicatos de professores as propostas para colocação de docentes. Além do concurso anual, o ministro quer manter um concurso aberto em permanência para garantir as necessidades que vão surgindo.

O ministro prevê que este modelo vá “contribuir para alargar a base de recrutamento de professores”.

“Temos, felizmente, milhares de pessoas que querem ser professores, mas não tratamos bem essas pessoas. Por exemplo, alguém que acaba o mestrado em julho, tirando a contratação de escola, que é uma contratação residual, só poderá dar aulas daí a um ano. Isso não faz sentido nenhum. Vamos permitir com este concurso é que alguém que acaba o curso de mestrado de ensino possa, no dia a seguir, ir ao Ministério da Educação e ver que oportunidades tem para dar aulas”, reforça Fernando Alexandre.

Fernando Alexandre falava aos jornalistas depois de uma ronda negocial com os sindicatos que decorreu em simultâneo com a realização de um protesto à porta do Ministério, convocado pela Fenprof.

No início de março, quando o STOP realizou iniciativa semelhante no mesmo local, acabou por não ser autorizado a entrar nas negociações dessa ronda negocial, mas esta segunda-feira a Fenprof foi recebida. Fernando Alexandre justifica a decisão por considerar que o protesto de hoje não perturbou os trabalhos da reunião.

“O que houve foi um encontro, eu desvalorizei, confesso que lá dentro não nos apercebemos, não havia ruído”, assegura Fernando Alexandre.

Questionado sobre se não se trataria de uma discriminação entre sindicatos, Fernando Alexandre garante que “não é uma discriminação” e que fará “sempre uma avaliação face àquilo que está a decorrer à porta do Ministério”.

“Se achar que não há condições para reunir com os sindicatos, não reunirei. Se achar que há condições para ter uma reunião sindical de negociação, reunirei”, argumenta o governante, que condena a existência de protestos na fase de negociação.

“O princípio é errado, estarmos num processo negocial e termos uma manifestação à porta do Ministério. É como estar a colocar pressão sobre o Governo e poder até alegar que algum acordo foi alcançado porque fizeram uma manifestação aqui”, argumenta Fernando Alexandre.

Fonte: www.rr.pt

Crédito da imagem: Estela Silva / Lusa