No último dia da Presidência Aberta dedicada às regiões mais afetadas pelo mau tempo, o chefe de Estado visitou casas modulares na freguesia de Pousos, Leiria, onde a câmara realojou provisoriamente pessoas que ficaram sem as suas casas na sequência da tempestade Kristin.
“Estou também atento, muito atento a essa situação, porque de facto os salários não chegam para pagar as rendas exorbitantes que existem ou para comprar uma casa”, respondeu a Ana Comenda, uma das moradoras que lhe contava a dificuldade, para lá do problema do mau tempo, em encontrar uma casa que conseguisse pagar.
O Presidente da República perguntou-lhe se trabalhava e a moradora explicou que estava desempregada, mas a fazer “uma formação para nível 4, para que possa também encontrar um emprego que corresponda àquilo que é necessário”.
“E para ter também um salário que seja possível também pagar uma renda, porque as rendas estão pela hora da morte”, atirou Seguro.
“Sei bem. Aliás, recentemente, na última intervenção que fiz na Assembleia da República, chamei precisamente a atenção para essa situação”, recordou.
O Presidente da República referia-se ao seu discurso, a semana passada, na sessão no parlamento para celebrar os 50 anos da Constituição.
“Está por cumprir, e tem de ser concretizado, um dos mais nobres princípios constitucionais: o de uma sociedade justa e solidária”, advertiu.
Segundo o chefe de Estado, “todos os meses surgem novos sinais de alerta sobre o acesso à habitação”, setor no qual se estão “a bater recordes históricos nos custos” e com taxas de esforço no arrendamento que “esmagam o orçamento familiar”.
“O Estado despertou tarde e é lento nas respostas. Sejamos honestos, para termos crédito na esperança que devemos aos nossos jovens são urgentes respostas e resultados concretos”, apelou.
Fonte e crédito da imagem: Diário de Leiria / Portugal