A Paramount Skydance está em negociações com três fundos soberanos, liderados pelo da Arábia Saudita, para assegurar compromissos de capital que podem chegar aos 24 mil milhões de dólares (20,7 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual).
Esse dinheiro seria utilizado para financiar a aquisição da Warner Bros Discovery, avançou no fim-de-semana o Wall Street Journal.
De acordo com a mesma publicação o Fundo de Investimento da Arábia Saudita (PIF) já terá concordado em avançar com cerca de 10 mil milhões de dólares (8,6 mil milhões de euros). Os outros investidores devem ser a Autoridade de Investimento do Qatar e a L’imad Holding de Abu Dhabi.
A Paramount Skydance venceu a corrida à aquisição da Warner Bros tendo pago para o efeito 110 mil milhões de dólares (95,1 milhões de euros), em final de fevereiro, superando a oferta da Netflix.
A empresa de streaming teve mesmo o negócio fechado, a 5 de dezembro de 2025, para a aquisição da Warner Bros, que incluía os estúdios de cinema e televisão, a HBO Max e a HBO, por 82,7 mil milhões de dólares.
Mas o negócio ficou em suspenso devido ao surgimento, a 8 de dezembro de 2025, de uma oferta pública de aquisição da Paramount Skydance para adquirir a totalidade das ações em circulação da Warner Bros Discovery por 30 dólares (25,60 euros) por ação, o que totalizaria 108,4 mil milhões de dólares, ou 92,4 mil milhões de euros. Esta oferta incluía a totalidade da Warner Bros Discovery, ao contrário do acordo que foi fechado com a Netflix.
Esta oferta inicial da Paramount acabou por não convencer a Warner Bros, que recomendou aos acionistas que dessem preferência à proposta da Netflix. Contudo, em fevereiro, a Paramount melhorou a oferta.
Esta foi considerada pela Warner Bros como sendo [uma oferta] superior à da Netflix. A proposta incluía também “uma taxa diária de negociação equivalente a 0,25 dólares por ação por trimestre, a partir de 30 de setembro de 2026, bem como uma taxa de rescisão regulatória de sete mil milhões de dólares a ser paga pela Paramount Skydance caso a transação não seja concluída devido a questões regulatórias, o pagamento pela Paramount Skydance da taxa de rescisão de 2,8 mil milhões de dólares que a Warner Bros seria obrigada a pagar à Netflix rescindir o atual acordo de fusão com a Netflix, uma obrigação de Larry J. Ellison e um fundo fiduciário associado de contribuir com financiamento de capital adicional na medida necessária para garantir o certificado de solvência exigido pelos bancos credores da Paramount Skydance, e uma definição de “Efeito Adverso Material da Empresa” que exclui o desempenho do segmento de Redes Lineares Globais da Warner Bros”.
A Netflix acabou por se retirar da corrida com os co-CEO da empresa de streaming, Ted Sarandos e Greg Peters, a considerarem que o “preço exigido para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o negócio deixa de ser financeiramente atrativo, pelo que estamos a recusar igualar a proposta da Paramount Skydance”.
Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal