O primeiro-ministro anunciou o lançamento de uma linha de apoio de 600 milhões de euros destinada a financiar as empresas cujos os custos da energia representam mais de 20% dos seus custos de produção.
Luís Montenegro anunciou esta quinta-feira (2) que a linha se vai chamar “Portugal Resiliência Energética” e será financiada pelo Banco Português de Fomento, numa cerimónia em que assinalou dois anos da tomada de posse como primeiro-ministro, na residência oficial em São Bento (Lisboa).
“Destina-se a financiar, por via de crédito, as necessidades de tesouraria e fundo de maneio das empresas mais afetadas pela subida dos custos energéticos. É mais uma medida de resposta à situação atual. Destina-se a empresas em que o custo de energia represente mais de 20% dos seus custos de produção”, explicou.
Segundo o primeiro-ministro, “o Estado prestará garantia pública que cobre 70% para as grandes empresas e 80% para as pequenas e médias empresas”.
“Vai reforçar a capacidade das empresas para responder à instabilidade internacional e para proteger a nossa competitividade, o nosso emprego e a resiliência do nosso tecido produtivo nacional”, disse.
“Hoje o País está melhor e os portugueses também”
Num encontro que serviu para assinalar o segundo aniversário da sua tomada de posse (2 de abril de 2024), o primeiro-ministro defendeu que “o país está melhor e os portugueses também estão melhor” ao fim destes dois anos de Executivo da AD.
“Há dois anos acabou um período em que o país teve demasiada teimosia ideológica a que corresponderam resultados demasiados escassos”, afirmou, numa referência aos anteriores governos do PS.
Depois, reformulou uma frase que disse em 2014, no tempo da ‘troika’ quando admitiu que a vida das pessoas não estava melhor, mas a do país estava muito melhor.
“Hoje o país está melhor e os portugueses também estão melhor”, defendeu.
Fonte: Diário de Notícias / Portugal
Crédito da imagem: João Relvas / Lusa