O Portugal-Estados Unidos teve golos belos, Bruno e duas estreias

A seleção portuguesa bateu os norte-americanos, em Atlanta, no derradeiro teste antes do Campeonato do Mundo, por 2-0. Os golos foram de Trincão e Félix, com duas assistências de Bruno Fernandes, em partida disputada na madrugada desta quarta-feira (1).

Enquanto Vitinha, Trincão e Bruno Fernandes cuidavam bem da bola, a República Democrática do Congo eliminava a Jamaica no play-off, garantindo assim a vaga no Grupo K do Mundial 2026, com Portugal, Colômbia e Uzbequistão.

A seleção nacional ambientou-se aos Estados Unidos da melhor maneira, com dois golos sem resposta. Francisco Trincão marcou na primeira parte, depois de uma jogada belíssima, com Vitinha a descobrir Bruno Fernandes e o calcanhar de Bruno Fernandes à Guti a descobrir Trincão. O canhoto do Sporting bateu na bola com aquela raquete habitual, fina fina, e fez o 1-0.

Para este derradeiro teste antes do Campeonato do Mundo e depois do empate cinzento a zero com o México, no mítico Azteca, Roberto Martínez apostou José Sá, Diogo Dalot, Tomás Araújo, Gonçalo Inácio, João Cancelo, Samuel Costa, Vitinha, Francisco Trincão, Bruno Fernandes, Pedro Neto e Gonçalo Ramos.

Os portugueses até começaram desafinados, sobretudo Gonçalo Inácio e José Sá, com erros em zonas proibidas. Vitinha ia jogando o seu jogo, como se estivesse em loop desde que surgiu numa tarde qualquer no Estádio do Dragão. O ataque não se encontrava mas aqui e ali oferecia momentos interessantes.

Trincão começou à direita, Pedro Neto à esquerda. Era um 4-3-3 bem vincado, com a adaptação de João Cancelo à esquerda que sugere que não estará nas principais escolhas de Martínez, pois aquele lugar será de Nuno Mendes.

Os Estados Unidos, que bateram Portugal no Mundial 2002 e que empataram no de 2014, criaram algum perigo por Pulisic e McKennie. Os norte-americanos começaram muito mais agressivos e a querer dar alegrias às gentes de Atlanta.

Ao intervalo, deu-se o fandango habitual das substituições sem fim. Entraram Nuno Mendes, António Silva, João Félix, Matheus Nunes, Ricardo Horta, Francisco Conceição, Rúben Neves.

Os portugueses voltaram a ser mais dominantes na segunda parte, tal como acontecera com o México.

Quando faltava quase meia hora para o final, o laboratório da seleção, que agora tem um treinador especialista em bolas paradas, deu que falar.

Ou então os jogadores abriram os olhinhos e meteram a bola onde os olhinhos olharam. Bruno Fernandes, que anda a jogar com uma aura de futebolista lendário e que seria muitíssimo solicitado pelos jogadores norte-americanos no final, levantou o canto para João Félix, à entrada da área, e o avançado do Al-Nassr, que nem teve uma receção boa, bateu na baliza com um vólei belo.

Paulinho jogou meia hora, participou em alguns ataques mas dificilmente fez mudar de ideias Roberto Martínez, o selecionador que permitiu as estreias absolutas na seleção de Mateus Fernandes e Ricardo Velho, futebolistas de West Ham e Gençlerbirligi.

Apenas Pedro Gonçalves não somou qualquer minuto neste derradeiro estágio. “Não quis arriscar, a relva estava perigosa”, explicou-se Martínez sobre a opção relativamente a Pote, garantindo que o compromisso do jogador com a seleção é “cinco estrelas”.

Apito final. Portugal sai do estágio nas Américas com dois golos marcados e zero sofridos, e talvez mais certezas na cabeça do selecionador nacional, que não pôde contar com jogadores como Diogo Costa, Nélson Semedo, Rúben Dias, Rodrigo Mora e Cristiano Ronaldo.

Fonte: www.rr.pt

Crédito da imagem: Francisco Guasco / EPA