Africa Showcase promete voltar a Portugal

Tendo em conta o sucesso conseguido na sua primeira passagem por Lisboa esta segunda-feira (9), o Africa Showcase, pretende regressar a Portugal para nova ação, asseguraram ao Publituris os organizadores deste evento, que já tem quase 20 anos de existência e que todos os anos tem realizado iniciativas no sul da Europa, mas concentradas em Espanha, França e Itália.

”Pensámos, por que não fazer algo um pouco diferente?”, revelou Jacqui Reinolds, para indicar que, “desta vez viemos explorar o mercado português e conhecer as intenções de viagens para os nossos destinos. Esperamos poder voltar a Portugal como uma visita regular”.

Realçou que muitos dos vendedores de África que estiveram presentes neste workshop, que teve lugar esta segunda-feira no Hotel Tivoli Avenida de Liberdade, em Lisboa, num total de 25 expositores, participam todos os anos no Africa Showcase, e “é bom descobrir o comércio de viajantes novos, conhecer pessoas novas, e descobrir mais o potencial do mercado português”, disse a responsável pela organização do evento.

Jacqui Reinolds referiu ao Publituris que Portugal tem ligações históricas com África e “acho que já há um interesse e uma emoção para o continente africano, mas a oportunidade, para nós, quando fazemos as reuniões de negócios, ajudamos o mercado a aprender mais dicas, mais técnicas de como vender a África melhor aos seus clientes”, pois “os profissionais que estão connosco melhor o seu produto, conhecem melhor o seu destino, e temos 20 países africanos diferentes representados”.

“É uma oportunidade incrível para qualquer agente de viagem ou operador turístico descobrir algo novo para os seus clientes”, apontou, sublinhando que “aqui esperamos inspirá-los e ajudá-los a descobrir algo novo”.

Aquela região de África representada no Showcase é normalmente conotada de muito dispendiosa para o bolso de muitos portugueses. Sobre esta questão, a responsável defendeu o continente “tem diferentes oportunidades para diferentes viajantes. A África não é somente luxo e penso que o aprendizado pode para abrir essa compreensão”.

No entanto, Portugal disponibiliza ainda poucas ligações diretas para aquelas regiões africanas. “O avião é sempre um desafio, e sabemos que para qualquer destino crescer as ligações aéreas são fundamentais, mas existem muitos hubs na Europa que podem servir os turistas portugueses”, observou Jacqui Reinolds.

O Africa Showcase seguiu de Lisboa para Paris, depois para Turim, tendo passado também pelo Dubai e Doha (Qatar). Estará ainda na ITB em Berlim, São Paulo (Brasil) e México.

Reno Maurício, da Across, faz igualmente parte da organização. Ao Publituris, disse que “estamos envolvidos neste projeto porque vendemos África, e achamos que era bom trazer todas estas empresas diferentes, e que seria interessante para o trade português conhecer diretamente essas pessoas que, não são só nossos fornecedores como também são fornecedores deles”. As 25 empresas representadas em Lisboa vão da hotelaria ao DMC, da aviação a comboios e cruzeiros de luxo.

O responsável indicou dos países representados, alguns já são conhecidos do mercado português, mas outros ainda não, dando como exemplo a Zâmbia ou o Malawi, que não têm um grande plano de marketing promocional.

Por outro lado, Reno Maurício avançou que este worshop, que contou com a presença de mais de 60 agentes de viagens, não só de Lisboa, mas de outros pontos do país, pretendeu “incentivar outras empresas a vender mais a África. O mercado tem que abrir. Quanto mais pessoas venderem os destinos africanos melhor será para nós, é uma questão de ver qual é o tipo de serviço que querem”.

A participação do trade português na iniciativa foi através de convites. “Tentámos encontrar as empresas que verdadeiramente vendem a África, independentemente de trabalharem ou não com a Across”, realçou, para acrescentar que “o objetivo é manter Portugal no radar do Africa Showcase, até pela qualidade dos buyers presentes. Estas empresas que estão aqui investiram muito dinheiro para vir até ao nosso mercado, e não podemos excecioná-los”, concluiu.

Fonte e crédito das imagens: www.publituris.pt