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Sede da UE em Kiev atingida em ataque russo que matou 16 pessoas

Pelo menos 16 pessoas morreram, incluindo quatro menores (um dos quais com dois anos), na sequência de um ataque russo à cidade de Kiev, esta madrugada.

O ataque com drones e mísseis atingiu o edifício da delegação da União Europeia na cidade, confirmou, no entretanto, a comissária da UE, Marta Kos.

“A delegação da UE em Kiev foi danificada pelos ataques russos de hoje contra áreas civis”, disse Kos numa publicação no X. “Condeno veementemente estes ataques brutais, um sinal claro de que a Rússia rejeita a paz e opta pelo terror. A nossa total solidariedade para com os responsáveis da UE, as suas famílias e todos os ucranianos que sofrem com esta agressão.”

Também o presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, denunciou e condenou a ação russa, que considerou ter sido “deliberada”. No antigo Twitter, Costa mostra-se “horrorizado” com “mais uma noite de ataques mortíferos com mísseis russos contra a Ucrânia”.

“A UE não se deixará intimidar”, assegura Costa. “A agressão da Rússia só fortalece a nossa determinação em apoiar a Ucrânia e o seu povo”, remata.

O Presidente da França, Emmanuel Macron, utilizou a mesma rede social para falar em “terror e barbárie”, salientando que, para além da delegação da União Europeia, também uma delegação do British Council foi atingida na mesma zona, bem como “áreas residenciais e infraestruturas civis”.

“629 mísseis e drones numa noite na Ucrânia: este é o desejo de paz da Rússia”, condena Macron, que assegura que a França está contra estes “ataques insensatos e extremamente cruéis” e continua a apoiar totalmente “o povo ucraniano”.

Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, salientou, por sua vez, os danos causados ao “edifício do British Council” e garantindo que “este derramamento de sangue tem de acabar”.

“Putin está a matar crianças e civis e a sabotar as esperanças de paz”, defende, no X.

Colaboradores da delegação da UE em Kiev “estão em segurança”
Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, lamentou “mais uma noite de bombardeamentos implacáveis”, garantindo que, os colaboradores da delegação da UE em Kiev “estão em segurança”.

“A Rússia deve cessar imediatamente os seus ataques indiscriminados às infraestruturas civis e participar nas negociações para uma paz justa e duradoura”, defendeu.

Portugal também se manifestou contra o ataque, que o Ministério dos Negócios Estrangeiros considera “intolerável”.

A informação inicial foi avançada pelo autarca da capital ucraniana, Vitali Klitschko, que acrescentou, através de uma publicação na rede social Telegram, que outras doze pessoas ficaram feridas, entre elas duas crianças. No entretanto, o número de feridos aumentou para 48 e poderá continuar a subir: as equipas de resgate ainda procuram vítimas nos escombros.

Segundo o comando militar de Kiev, foram registadas várias explosões em pontos da cidade diferentes e diversos prédios – incluindo um jardim de infância – ficaram danificados.

Nas redes sociais, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky reagiu, pedindo novas sanções à Rússia.

“A Rússia escolhe a balística em vez da mesa de negociações”, disse Zelensky no X, acusando o Kremlin de escolher “continuar a matar em vez de acabar com a guerra”.

Fonte e crédito da imagem: www.rr.pt