A presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal, afirmou que os 50 anos da Autonomia “não representam um ponto de chegada”, mas sim “um novo ponto de partida”, defendendo o aprofundamento da Autonomia, da democracia e a reforma do sistema político regional.
Na intervenção de abertura da sessão solene do Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses, nesta quarta-feira (01), Rubina Leal enalteceu o percurso da Região, lembrando que os madeirenses souberam “transformar a esperança em desenvolvimento, isolamento em oportunidade e a distância em proximidade ao mundo”.
A presidente do parlamento madeirense destacou igualmente o papel da diáspora, considerando que continua a ser “um dos maiores ativos da Região nesta aldeia global”, deixando uma mensagem de solidariedade à comunidade madeirense residente na Venezuela, desejando que “a luz da esperança possa iluminar, não apenas os nossos concidadãos, mas também todo o povo venezuelano”.
Evocando os 50 anos da Autonomia, Rubina Leal sustentou que “a Autonomia é a expressão política dessa identidade” e sustentou que, ao longo das últimas cinco décadas, permitiu “transformar reivindicação em governo, distância em proximidade, insularidade em afirmação e esperança em obra feita”.
A presidente sublinhou o papel desempenhado pelo parlamento madeirense neste percurso, afirmando que “esta Casa não foi apenas o local onde a Autonomia se exerceu. Foi o local onde a Autonomia se pensou, se debateu, se aperfeiçoou e se defendeu”, acrescentando que “é aqui o lugar onde somos”.
Depois de recordar as iniciativas promovidas ao longo do ano para assinalar o cinquentenário da autonomia, Rubina Leal defendeu que “celebrar não basta”, sublinhando que “a memória, quando é verdadeira, não nos prende ao passado. Pelo contrário. Responsabiliza-nos perante o futuro”.
Nesse contexto, apontou como prioridades uma Madeira “mais qualificada, mais coesa e mais preparada para enfrentar os desafios do nosso tempo”, com melhores condições de vida, aposta na habitação, nos jovens, na cultura, na inovação e na valorização dos recursos humanos.
Na parte final da intervenção, sublinhou o reforço do processo autonómico. “É necessário ampliar a Autonomia, é necessário aprofundar a democracia, é necessário reformar o sistema político regional”, afirmou.
Referindo-se à sessão comemorativa dos 50 anos das autonomias realizada a semana passada na Assembleia da República, Rubina Leal disse ter identificado “sinais de abertura e de disponibilidade para um diálogo mais profundo e construtivo com os órgãos de poder central”, considerando que esse entendimento “é necessário e urgente”.
“É tempo de transformar a disponibilidade em compromisso, o diálogo em ação e a vontade política em resultados concretos”, finalizou a n.º1 do parlamento madeirense.
Fonte e crédito da imagem: Jornal Madeira / Portugal